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Bebê cardíaco será operado em JF


Por Tribuna

06/12/2011 às 20h03

O bebê de São Lourenço, no Sul de Minas, portador de uma cardiopatia congênita que dificulta a oxigenação do sangue, passou por uma série de exames ontem no Hospital Monte Sinai, em Juiz de Fora. A equipe médica confirmou a necessidade de intervenção cirúrgica, mas não há data definida para o procedimento. Em nota, a assessoria da unidade informou que, no momento, a equipe da UTI Neonatal do hospital realiza processos de estabilização do quadro da criança para poder programar o momento da cirurgia. A família ganhou na Justiça o direito de que o recém-nascido receba atendimento especializado particular custeado pelo SUS. O menino nasceu no dia 28 de outubro na Casa de Caridade de São Lourenço, e os pais, uma jovem de 16 anos e um rapaz de 18, não tinham condições de arcar com o alto custo dos procedimentos.

A transferência do bebê para Juiz de Fora foi realizada por uma UTI Móvel de um plano de saúde, serviço também custeado pelo SUS, como determinou mandado de segurança expedido pelo juiz Fábio Garcia Macedo Filho, da 2ª Vara Cível de São Lourenço. A ordem, expedida na tarde do último sábado, previa que a criança recebesse atendimento em Belo Horizonte, mas, diante da dificuldade para encontrar leito disponível na capital mineira, foi rastreada outra unidade, inclusive no Rio de Janeiro e em São Paulo. A transferência deveria ocorrer até 4h da segunda-feira, mas não se realizou no tempo previsto. O advogado da família chegou a pedir a prisão do secretário de Saúde de São Lourenço, Mauro Guimarães Junqueira, e a aplicação de multa de valor não inferior a mil reais por hora de descumprimento do mandado de segurança. A ordem finalmente foi cumprido na manhã de ontem, quando a criança chegou ao Hospital Monte Sinai por volta de 6h40.

Se não fosse expedido o mandado de segurança, o menino estaria nessa situação até hoje. Sobrou burocracia e faltou sensibilidade da Secretaria Municipal de Saúde (de São Lourenço), avaliou o advogado da família, Elias de Oliveira Souza. Conforme o secretário Mauro Guimarães Junqueira, a demora se deu devido à falta de vagas em hospitais aptos a realizar o procedimento cirúrgico em um recém-nascido. Reconhecemos o desespero da família, a ansiedade pelo atendimento, mas é preciso entender que esse serviço não tem muita oferta em todo o país. Mas, no período de espera em São Lourenço, a criança estava dentro da UTI, recebendo atenção dos médicos.