Greve afeta mais da metade da rede estadual
Mais da metade das escolas da rede estadual de Juiz de Fora permanecem com parte das aulas suspensas devido à greve dos professores e funcionários do Estado, que já consumiu 34 dias letivos. Segundo a Secretaria de Estado de Educação (SEE), profissionais de 25 das 49 unidades da cidade aderiram à paralisação. A região concentra sete mil servidores, mas a subsede local do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE) ainda não finalizou levantamento sobre o percentual de adesão ao movimento.
Apontada pelo Sind-UTE como uma das unidades mais atingidas pela greve, a Escola Estadual Professor José Freire, no Bairro Industrial, Zona Norte, tem sete profissionais paralisados, o que representa 14% dos cerca de 50 docentes e funcionários. Segundo a diretora da unidade, Maria Raymunda Almeida, os 800 alunos dos ensinos fundamental e médio e seus responsáveis precisam ser informados diariamente sobre as aulas e horários livres que terão no dia seguinte. Alguns pais nos procuram para saber se há sinalização de retorno dos professores, mas os alunos têm se mostrado tranquilos quanto à administração dos conteúdos previstos.
Segundo a coordenadora do Departamento de Comunicação do Sind-UTE, Yara Aquino, o calendário de reposição de aulas só será discutido após o fim do movimento que, por enquanto, segue por tempo indeterminado. Embora o corte do ponto dos grevistas pelo Estado desobrigue servidores a reporem aulas não dadas, Yara afirma que os mais de 39 mil alunos da rede na cidade não serão prejudicados. Em nenhuma negociação anterior houve prejuízo para os estudantes. Ela admite, porém, que pode haver necessidade de estender as aulas até o início do ano que vem, no período de férias, caso a paralisação se prolongue.
Os professores reivindicam implantação do piso salarial nacional instituído em 2008 que, corrigido, seria de R$1.597. O vencimento básico de um professor do primeiro ciclo do ensino fundamental hoje é R$ 369, afirma a sindicalista. Segundo a assessoria da SEE, o Governo mantém proposta de negociação com o sindicato, mas enfatiza que já paga o piso determinado pelo Ministério da Educação.








