Cidade pode ter cemitério vertical para 40 mil sepulturas
Juiz de Fora poderá ter, em pouco tempo, um cemitério vertical e um crematório. A informação foi divulgada na tarde desta quarta-feira (6), pelo subsecretário de Vigilância em Saúde, Ivander Mattos Vieira, durante audiência pública realizada na Câmara Municipal. Segundo ele, uma empresa privada tenta, junto aos órgãos competentes, autorização para construir o cemitério que acolheria cerca de 40 mil novos espaços para sepulturas. Conforme a assessoria da Secretaria de Atividades Urbanas (SAU), o novo empreendimento, a ser construído no Bairro Marilândia, região Oeste, ainda está em fase de análise junto aos órgãos competentes. Foi explicado, também, que há a intenção dos empresários de, no futuro, colocar um crematório no local, mas isso não está previsto no projeto em análise.
O encontro desta quarta foi proposto pelo vereador Julio Gasparette (PMDB) e tinha como objetivo discutir a saturação dos cemitérios da cidade. Este problema já havia sido denunciado pela Tribuna em reportagem publicada dia 19 de junho. Para o administrador do Cemitério Municipal, Anderson Miranda Stheling, este assunto precisa ser tratado com muita urgência, principalmente porque o Municipal atende a maior parte da demanda existente. Como melhoria, ele informou que é estudada a possibilidade de se construir novas capelas para velório na parte mais alta do cemitério. Um novo acesso também seria aberto, próximo ao Bairro Granbery, o que possibilitaria maior conforto e segurança para os usuários.
O vereador José Laerte (PSDB) argumenta que a lotação destes espaços é um problema cultural, já que a cremação ainda é desconhecida por grande parte da população. "Em média, 500 pessoas morrem todo mês em Juiz de Fora. Penso que a cremação seria uma boa alternativa."
De acordo com o geógrafo especialista em cemitérios, Carlos Wilson, além de discutir a lotação destes espaços, se faz necessário um amplo estudo sobre o impacto que eles causam ao meio ambiente. "Estes locais podem ter o solo e o entorno infectados por necrochorume, que pode contaminar os lençóis freáticos e prejudicar a saúde humana." Wilson propõe a interrupção da venda dos jazidos perpétuos. Ele acredita que isso diminuiria os riscos de contaminação e aumentaria o número de túmulos disponíveis.









