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Ampliados postos de coleta de armas


Por MARCOS ARAÚJO

06/07/2011 às 07h00

Com o objetivo de ampliar os postos de coleta de armas e munições em Minas Gerais, foi assinado, ontem, o acordo de cooperação entre a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) e o Ministério da Justiça, integrando as ações da Campanha de Desarmamento 2011 – Tire uma arma do futuro do Brasil. Em Juiz de Fora, a partir de hoje, a sede da 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil já está apta a realizar a arrecadação. O termo foi assinado pelo secretário de Estado de Defesa Social, Lafayette Andrada, e o secretário-executivo do Ministério da Justiça e coordenador nacional da campanha, Luiz Paulo Barreto, em cerimônia realizada na Assembleia Legislativa. A previsão é de que a Polícia Militar conte com cerca de cem postos de arrecadação, que vão funcionar em batalhões e companhias independentes. A Polícia Civil também deve disponibilizar 72 postos nas delegacias regionais do estado.

De acordo com a assessoria de comunicação da Comissão Gestora Estadual da Campanha do Desarmamento, com a abertura de novos postos de recolhimento, o número de unidades coletoras em Minas Gerais será ampliado, significativamente, uma vez que, atualmente, o recolhimento está concentrado em oito unidades da Polícia Federal e uma da Polícia Rodoviária Federal espalhadas pelo estado. Ainda segundo a assessoria, a adesão dos postos é gradativa, já que todas as unidades interessadas deverão realizar o cadastramento junto ao Ministério da Justiça.

Conforme a assessoria da 1ª Delegacia Regional, dois funcionários preparados vão estar disponíveis na unidade para receber o cidadão que quiser entregar sua arma. A ampliação de postos de coleta vem beneficiar o desarmamento, porque torna mais acessível para as pessoas que desejam promover a entrega, ressaltou a delegada adjunta ao gabinete regional, Cristiane Maciel. Na 4ª Região de Polícia Militar, os cinco batalhões que atuam em toda a sua extensão também irão funcionar como postos. Entretanto, conforme o assessor de comunicação organizacional, major Sebastião Justino, o recebimento das armas e munições só será iniciado depois que a corporação realizar seu cadastramento, o que ainda não tem previsão. Toda iniciativa para o desarmamento é benéfica. Quando um cidadão de bem entrega sua arma espontaneamente, evita-se que este material acabe em mãos de criminosos, já que, muitas vezes, pode ser furtado e destinado ao crime, pontuou o major.

630 entregues

A Campanha do Desarmamento foi lançada em 6 de maio e já foram devolvidas cerca de 12 mil armas, segundo o Ministério da Justiça. Em Minas, conforme a Polícia Federal, de janeiro até ontem, 630 armas foram recebidas. Na entrega, a pessoa recebe um cupom e, 24 horas depois, pode sacar o dinheiro em qualquer agência do Banco do Brasil. O valor varia entre R$ 100 e R$ 300, dependendo do tipo de arma. O cidadão que entregar a arma de fogo, acessório ou munição não necessita ser identificado.