Artesãos fazem protesto silencioso contra proibição da feira em frente à Câmara
Local agrada a categoria por ser trecho de passagem e concentrar mais movimento, ao contrário do interior do Parque Halfeld


Um protesto silencioso chamou a atenção nesta terça-feira (6) no trecho do Parque Halfeld próximo à Avenida Rio Branco e à Câmara Municipal, no Centro de Juiz de Fora. Integrantes da Associação dos Artesãos da Feira de Economia Solidária de Juiz de Fora (Fecosol) manifestaram, por meio de cartazes fixados em uma barraca fechada, contra a recente proibição da feira às terças naquele local.
Segundo a coordenadora da Fecosol, Eliza Chaves, a própria Prefeitura teria sugerido este ano aos feirantes o novo local, mais próximo à Rua Halfeld, o que agradou a categoria por ser trecho de passagem e concentrar mais movimento. Eles alegam que o tradicional ponto da exposição, no interior do Parque Halfeld, constrangia os clientes, devido à violência e ao uso de drogas comuns no espaço, já que boa parte do público é idosa.
“Maior grupo de artesanato impedido de trabalhar nesse local”, diz um dos cartazes. De acordo com Eliza, a Fecosol reúne cerca de 30 barracas e 40 expositores, estando presente também às quintas-feiras na Praça da Estação. Ela questiona o fato de a restrição, supostamente ligada a questões do patrimônio, ter sido imposta apenas à categoria. “A feira ‘É Daqui’ continua acontecendo às sextas neste mesmo lugar, mas nós não podemos. A outra feirinha também permanece. Estamos esperando uma resposta e, até agora, nada.”
Em outro cartaz, os artesãos explicam à população: “Voltamos para dentro do Parque Halfeld porque estamos impedidos de trabalhar nesse local sem justificativas plausíveis.” Eles pedem “tranquilidade e segurança”: “Lutamos pelo direito de igualdade. Mais de 60 famílias prejudicadas.” Eliza complementa: “Como trabalhamos com pessoas mais idosas, elas ficam mais expostas, e tem muitas pessoas usando drogas e falando palavrão ali dentro do parque, não está dando para o público frequentar. Com isso, caem as vendas. Ali na frente da Câmara a feira estava o maior sucesso. Do nada, mandaram a gente sair.”
A Tribuna questionou a PJF sobre os motivos que levaram à proibição da Fecosol em frente à Câmara, desde quando e se a situação está sendo revista. Em nota, a assessoria da Prefeitura informou que a organização das feiras é realizada pelo grupo de trabalho das feiras da PJF, “sempre em diálogo com as associações interessadas, além dos outros diversos órgãos”: “A definição sobre a ocupação está sendo realizada dentro do grupo e levará em conta a melhor solução para todos os atores sociais envolvidos no caso.”











