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Conversão proibida eleva risco no Acesso Norte


Por Tribuna

06/05/2012 às 06h00

Pontos de retorno ficam distantes cerca de 500m

Pontos de retorno ficam distantes cerca de 500m

Motoristas que precisam entrar ou sair de um supermercado, no Bairro Industrial, Zona Norte, têm recorrido a conversões proibidas com frequência, pondo em risco a própria segurança e a de outras pessoas. Ao transitar pela Avenida Brasil (Acesso Norte), a conversão para entrada no estabelecimento só é permitida para quem segue no sentido Zona Norte/Centro. Já na saída do local, a pista também só pode ser acessada neste sentido. Com isso, quem precisa entrar no mercado vindo do Centro ou precisa ir para a Zona Norte após às compras, muitas vezes, acaba fazendo a manobra proibida, já que os pontos de retorno, nos dois casos, ficam a uma distância aproximada de 500 metros.

O fato é agravado porque o trecho é de faixa contínua, o que impede o acesso à direita por dois quarteirões no caso dos motoristas que pretendem ir à Zona Norte saindo do local. "Se não fosse, ia ficar mais fácil fazer o retorno por dentro do bairro", opina o comerciante Aloísio da Costa Loures. Segundo o subsecretário de Mobilidade Urbana da Settra, Carlos Eduardo Meurer, a faixa é contínua no segmento justamente para evitar acidentes, já que só há segurança para conversão nos pontos permitidos. "Não temos números referentes às irregularidades neste trecho, mas sabemos que a incidência é grande, o que é muito preocupante dado o risco elevado de colisão entre veículos."

Pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), efetuar conversão em local proibido é infração grave, sujeita à perda de 5 pontos na carteira e multa de R$ 127,69. Além da penalidade, o desrespeito à lei pode ser perigoso e causar acidentes. Na quarta-feira da semana passada, dia 2, um veículo que saía do supermercado se chocou contra um outro carro e uma moto que trafegavam no sentido Zona Norte/Centro. Seis pessoas ficaram feridas. "A manobra não se justifica porque os retornos existem e devem ser usados. É a única maneira de não prejudicar o trânsito ou arriscar a segurança", aponta Meurer.