Assaltantes levam R$ 70 mil de escritório

Valor seria usado para pagamento de 80 funcionários
O escritório de uma incorporadora no Centro foi cenário de mais um assalto na cidade, ocorrido na tarde desta terça-feira (5). Os criminosos levaram cerca de R$ 70 mil, que seriam utilizados para efetuar o pagamento de 80 funcionários da empresa. Segundo a Polícia Militar, dois homens encapuzados invadiram um prédio comercial na Rua Rei Alberto e renderam o porteiro, que foi obrigado a levá-los até o quinto andar, onde funciona a sala de uma incorporadora. No local, eles abordaram outros dois funcionários que trabalhavam no momento e anunciaram o assalto.Um deles estava armado com revólver. Os assaltantes amarraram os punhos do trio com um lacre de plástico e tamparam as bocas das vítimas com fita adesiva silver tape. Depois retiraram o dinheiro que estava em uma gaveta, trancaram a porta por fora e fugiram.
De acordo com a tenente da PM Evelyn Pereira, um dos bandidos trajava calça azul, vestuário utilizado por trabalhadores da construção civil. "São pessoas que conhecem a rotina da empresa, sabiam do pagamento e da quantia. Infelizmente, nem a sala e nem o prédio possuem câmeras de segurança, o que impossibilita a identificação dos suspeitos."
O gerente da incorporadora, que preferiu não se identificar, disse que não há históricos de roubos na empresa e que, para evitar episódios como esse, procurava alternar horários para ir ao banco retirar dinheiro. "Estamos implantando pagamentos por débito em conta, mas, devido à rotatividade de funcionários, alguns ainda recebem em espécie."
Investigadores da 7ª Delegacia Distrital de Polícia Civil estiveram no local para realizar as primeiras diligências. Conforme adiantou a delegada Mariana Veiga, a equipe já havia colhido depoimentos dos funcionários e do porteiro. A polícia busca levantar se há câmeras de segurança no entorno que possam ter registrado parte da ação. Até o fechamento desta edição, nenhum suspeito foi identificado.
Medo entre condôminos
A movimentação de policiais nas dependências do prédio chamou a atenção de proprietários e locatários de espaços na edificação, que possui, aproximadamente, 60 salas divididas em 12 andares. O dentista Adriano de Souza Domith, que atende há um ano na edificação, por exemplo, depois deste episódio, vai rever o sistema de segurança de seu consultório. "Achava que era seguro e tranquilo. Para se ter uma ideia, trancava apenas uma das duas portas do meu e agora, irei redobrar a atenção. Estou receoso em deixar objetos de valor na sala." A psicóloga Márcia Salomão, que atende há sete anos no prédio, também ficou assustada. "Sinto-me insegura." O síndico do prédio foi procurado pela Tribuna para comentar sobre o caso, mas não foi encontrado.









