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Aumenta desconfiança dos brasileiros na Polícia


Por Tribuna

05/11/2013 às 16h52

A desconfiança da população em relação à Polícia cresceu 8,6 pontos percentuais no último ano. O percentual de brasileiros que não confiam na instituição passou de 61,5% no primeiro semestre de 2012 para 70,1% no mesmo período deste ano. A diminuição da credibilidade foi medida pelo Índice de Confiança na Justiça Brasileira (ICJBrasil), realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) para integrar a 7° edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) (www2.forumseguranca.org.br/novo/produtos/anuario-brasileiro-de-seguranca-publica/7a-edicao). Apesar disso, os Partidos Políticos ainda permanecem com maior índice de desconfiança, passando de 93,9% para 95,1% o percentual dos brasileiros que não confiam neles. A maior credibilidade foi dada para as Forças Armadas, que, mesmo assim, teve aumento no nível de desconfiança de 24,7% para 34,6%.

Para FBSP, é necessário rever a atuação dos agentes de segurança pública, já que o patamar de desconfiança está mais próximo dos Partidos Políticos do que as Forças Armadas. O fórum acrescenta que a atuação das polícias durante as manifestações dos últimos meses é apenas um ponto que precisa ser revisto na política de segurança atual.

Sobre o FBSP

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública foi constituído em março de 2006 como uma organização não-governamental, apartidária, e sem fins lucrativos, cujo objetivo é construir um ambiente de referência e cooperação técnica na área de atividade policial e na gestão de segurança pública em todo o país. O foco do FBSP é o aprimoramento técnico da atividade policial e da gestão de segurança pública. Por isso, avalia o planejamento e as políticas para o setor; a gestão da informação; os sistemas de comunicação e tecnologia; as práticas e procedimentos de ação; as políticas locais de prevenção; e os meios de controle interno e externo, dentre outras; sempre adotando como princípio o respeito à democracia, à legalidade e aos direitos humanos.