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Cadastro de desalojados do incêndio


Por Tribuna

05/11/2011 às 05h00

Moradores do prédio vizinho ao Castelo da Borracha desalojados após o incêndio que destruiu, no dia 24 de outubro, quatro edificações na esquina da Rua Floriano Peixoto com a Avenida Getúlio Vargas, Centro, se reuniram ontem com representantes da Defesa Civil e da Secretaria de Assistência Social (SAS). No encontro, sete famílias foram cadastradas para receber auxílio, de acordo com as necessidades de cada uma. Também terminou ontem o prazo para que os proprietários dos dois edifícios que precisam ser demolidos – o do Castelo da Borracha e o do antigo Hotel Nacional- iniciem o processo. De acordo com o subsecretário de Defesa Civil, major José Mendes, o responsável pelo primeiro imóvel já teria adiantado que estaria tendo dificuldade em encontrar uma empresa que aceite o serviço, considerado arriscado, já que os destroços podem afetar a construção residencial ao lado.

Isso já era previsto, mas ele tem que procurar a Secretaria de Atividades Urbanas (SAU) e argumentar, pedindo a prorrogação do prazo. O outro prédio não está causando risco, disse o major. Segundo ele, a demolição da parte dos fundos da construção de sete andares é necessária para que os moradores dos fundos do edifício vizinho possam voltar às suas casas. O retorno dos residentes nos apartamentos da frente depende de uma vistoria nas instalações elétricas. A Prefeitura vai fazer tudo o que for possível para amenizar os problemas e acelerar a volta das famílias para suas residências. Por isso, orientamos os moradores a procurar uma firma idônea para fazer o serviço de revisão elétrica, que a Prefeitura vai pagar. Ainda conforme o subsecretário, a maioria dos desalojados está em casas de parentes e amigos. A assessoria da SAS informou que uma das famílias solicitou moradia provisória.

Até o fechamento desta edição, a SAU não havia sido procurada pelos proprietários dos prédios. A assessoria da pasta informou que, como o encerramento do prazo se dava às 23h59 de ontem, é mais provável que haja um posicionamento sobre a situação dos edifícios na segunda-feira. A SAU adiantou que, por se tratar de uma situação delicada, o período deve ser estendido. Logo após a reunião, a costureira Nelci de Almeida Soares, 57 anos, providenciou sua mudança. Ela teme que um possível desabamento da edificação do Castelo da Borracha atinja seu apartamento, localizado na direção da parede que ameaça ruir. Quero ficar longe do perigo. Trabalhei muito para conseguir esse teto, que acabei de pagar em março, lamentou. Ela morava com o filho, Charles Vitor de Almeida Soares, 27, que pretendia casar no ano que vem. Agora, só Deus sabe quando vai ser. Já tinha comprado bastante coisa, disse, diante do caminhão repleto de móveis e eletrodomésticos, alguns ainda encaixotados. Segundo o major Mendes, o trabalho de retirada dos materiais foi feito sob orientação da Defesa Civil. Outras pessoas aproveitaram a oportunidade para buscar pertences menores.