Servidores denunciam escassez de fraldas no Hospital João Penido
Trabalhadores e Sind-Saúde cobram providências da Fhemig e alertam para prejuízos à assistência aos pacientes
Servidores do Hospital Regional Doutor João Penido (HRJP) e representantes do Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde) cobram da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), gestora da unidade, providências em relação ao que alegam ser um “racionamento de fraldas descartáveis”.
A diretora do Núcleo de Juiz de Fora do Sind-Saúde, Lenir Romani, em contato com a Tribuna, afirmou que a situação acontece há quase uma semana e tem “prejudicado a assistência, além de comprometer a saúde dos pacientes”.
A representante sindical, que também atual como profissional de enfermagem no hospital, enviou ao jornal, nesta quarta-feira (5) um ofício extraoficial, assinado por trabalhadores da unidade, pacientes e acompanhantes relatando a situação.
“Nós servidores da ala B do Hospital Regional Dr. João Penido/JF, que prestamos a assistência beira leito na ala contendo pacientes semicríticos, com diversas patologias, incontinências, etc, fomos informados/comunicados de “forma verbal” (não foi formalizado por circular, ofício) que seria disposto durante o plantão somente duas fraldas por paciente. Insumo este que é insuficiente para este quadro de pacientes que se encontram em tratamento/recuperação na ala”, cita o texto.
Segundo a representante sindical, até a noite de terça-feira, a ala em que atua contava com quatro pacotes, com oito unidades cada, para uso durante todo o período de plantão hospitalar.
“Lembramos que a troca de fralda é um cuidado da assistência, trazendo conforto, higiene e dignidade, evitando assim o risco de infecção, dermatites e lesões”, cita.
Fhemig nega falta de insumos
A Tribuna entrou em contato com a Fhemig e questionou a ausência destes insumos no HRJP. Em nota, a Fundação negou a situação.
“A informação não procede. Segundo a direção do Hospital Regional João Penido (HRJP), a distribuição de insumos passou a ser gerida pelo almoxarifado, com base em critérios técnicos e assistenciais, considerando o número de pacientes acamados em cada unidade e as necessidades clínicas individuais, como casos de incontinência urinária e outras condições que demandem maior utilização”, diz o texto.
“A reorganização do fluxo visa qualificar a gestão dos insumos, sem qualquer prejuízo à assistência, preservando a segurança e a higiene dos pacientes internados”, finaliza.









