UFJF altera parada de ônibus no campus
Para aliviar o trânsito no anel viário e na saída da UFJF pelo Pórtico Norte (São Pedro), a partir de hoje, os ônibus da frota interna da instituição deixam de parar no ponto em frente à Associação dos Professores de Ensino Superior de Juiz de Fora (Apes), dentro do campus. De acordo com o assistente em administração da Gerência de Transportes da UFJF, Dioclécio Siqueira, a mudança também deve refletir em mais segurança para os pedestres, que têm a travessia dificultada pelas constantes retenções no campus e no entorno. Ele afirma que a distância da parada da Apes em relação ao ponto mais próximo é pequena, de modo que os usuários do transporte não devem ser penalizados.
Embora a adoção da medida seja apontada como atenuante, os problemas com o tráfego na Cidade Alta estão longe de terminar. Uma das principais causas dos congestionamentos é a parada na Rua José Lourenço Kelmer, no São Pedro, Cidade Alta, logo após a saída do campus. Segundo o frentista de um posto de gasolina em frente ao ponto, Marçal Rocha, 37 anos, quando um coletivo para, trava o fluxo de veículos de toda a área. Ele afirma que o problema é ainda pior quando param ônibus nos dois lados da via simultaneamente.
Já o dono de um bar da mesma região, Paulo Moreira, 62, reclama que falta articulação nos horários das viagens. Às vezes, passam até seis ônibus seguidos. Depois faz um intervalo de até meia hora para que venham outros. O comerciante observa que o descompasso deixa os pontos cheios, de modo que os usuários demoram mais para embarcar e desembarcar. Embora já tenha sido anunciada a construção de um recuo para os coletivos no local, as obras ainda não foram iniciadas.
Segundo a Settra, intervenções estão sendo pensadas em conjunto com a UFJF para melhorar a circulação. Quanto ao extenso intervalo entre as passagens de ônibus na Rua José Lourenço Kelmer, a chefe do Departamento de Transporte Público da pasta, Andréa Santos, informa que não há como alterar os horários em função desse ponto, uma vez que os coletivos atendem a diversos bairros, com demandas diferentes.









