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Usuário defende permanência de policlínica


Por Tribuna

05/01/2012 às 07h00

O destino da Policlínica de Benfica foi tema de audiência pública realizada ontem na Câmara Municipal. Embora a secretária de Saúde, Maria Helena Leal Castro, garanta que o posto não será fechado após a abertura da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Norte, prevista para julho, a qualidade e a manutenção dos serviços prestados preocupa a comunidade. Depoimentos de usuários durante a reunião, assim como declarações colhidas previamente na policlínica e exibidas em vídeo, apontam que pacientes aprovam e dependem da assistência especializada oferecida na unidade. Porém, o atendimento de urgência e emergência – que será transferido para a UPA Norte – é considerado deficiente.

Superlotação, falta de médicos e longa espera por atendimento estão entre as reclamações mais frequentes. Uma servidora da policlínica, que prefere não ser identificada, destaca que a demora é extrema. Ela diz que, no plantão do último sábado, por exemplo, os atendimentos só começaram às 10h45. Segundo o presidente da Sociedade Independente da Zona Norte e Distritos, Jader Fraucher, os usuários chegam à unidade de madrugada, por volta das 3h, para garantir uma das senhas distribuídas a partir das 7h. São poucos profissionais, e muita gente fica sem assistência. Para que ter hospital se não há médico?, questiona, ao afirmar que é contra a transferência do setor de urgência para a UPA Norte e a possível transformação da policlínica em Unidade de Atenção Primária à Saúde (Uaps).

Unidade mista

A existência da UPA não impede que a policlínica continue em funcionamento. Temos demanda reprimida de atenção especializada que pode ser prestada no posto, ressalta a titular da Ouvidoria Municipal de Saúde, Edna Aparecida Rodrigues. Entendo que os serviços especializados não devem ser interrompidos. Atenção primária e secundária podem coabitar, concorda o vereador proponente da audiência, Wanderson Castelar (PT). A proposta é a de uma unidade mista, com oferta de assistência básica e especializada. Enquanto estes níveis de atenção estiverem com dificuldades relativas à falta de médicos e insumos, policlínica, UPA ou qualquer outro equipamento de urgência ficará saturado, completa o secretário executivo do Conselho Municipal de Saúde, Jorge Ramos.

Não vamos reduzir atendimentos ou disponibilidade de serviços, mas não tenho como precisar agora o que será mantido, porque isso ainda é objeto de estudo, afirma Maria Helena Leal Castro.