Combate às drogas: convênio que beneficia JF será assinado amanhã
O prefeito de Juiz de Fora Custódio Mattos assina na próxima quarta-feira (5), em Belo Horizonte, o convênio entre o município e o Governo estadual que irá beneficiar 500 famílias na cidade que possuam dependentes químicos. O projeto "Aliança pela vida" é inédito em Minas Gerais e irá conceder a quantia de R$ 900 mensais para o auxílio dessas famílias. Essa verba é voltada para a população com renda de até dois salários mínimos e será revertida para o tratamento clínico (R$ 800) e para o transporte das famílias até o local da internação (R$ 100). As formas de cadastro e como será aplicado no município serão detalhadas após a formalização.
Custódio Mattos acredita no sucesso do programa e, segundo ele, a iniciativa do Governo de Minas atribui aos municípios um papel de grande responsabilidade no processo, além estimular a implementação de políticas articuladas e consistentes em relação ao problema das drogas. Sobre a abordagem do trabalho a ser realizado, o caráter multidisciplinar envolvendo diversos órgão da Prefeitura, como a Saúde e Assistência Social, é um dos focos principais, dada a complexidade do tema. O prefeito ressalta a necessidade de qualificação dos profissionais atuantes na rede de serviços públicos, para uma correta identificação, abordagem, triagem e encaminhamento dos usuários de drogas à rede de serviços de prevenção, tratamento e reinserção social. "Neste sentido, está em andamento um programa de capacitação pelo Centro de Referencia Regional sobre Drogas do Pólo de Pesquisas em Psicologia Social e Saúde Coletiva da UFJF, que alcança, inicialmente, 300 profissionais das redes SUS e Suas, e que deverá estender-se também aos educadores e guardas municipais", destaca.
Aliança pela vida
O benefício do programa estadual é voltado para a população com renda de até dois salários mínimos. A verba de R$ 900 será concedida enquanto durar o tratamento, por até nove meses, e poderá ser prorrogável por até dois anos. A diferença deste para os demais projetos é que a internação acontecia em instituição pública onde houvesse vaga disponível. Agora, os familiares podem escolher o local. Para ter acesso ao cartão, a família deverá apresentar a unidades indicadas pela Prefeitura relatório de psiquiatra do sistema público de saúde que ateste a dependência química e recomende a internação como tratamento. Os profissionais da rede municipal avaliarão as condições socioeconômicas dos solicitantes e será emitido um relatório recomendando ou não a inclusão no programa.








