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Após anúncio de paralisação, PJF começa a regularizar pagamentos de servidores do HPS

Sinserpu afirma que 42 trabalhadores tiveram erros no pagamento de agosto; sindicato havia marcado ato para esta sexta-feira


Por Fernanda Castilho

04/09/2026 às 18h53

Sinserpu afirma regularização de pagamento dos trabalhadores do HPS pouco antes da paralisação
(Foto: Felipe Couri)

Após anúncio de paralisação, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Juiz de Fora (Sinserpu-JF) afirma que o pagamento correto dos servidores do Hospital de Pronto Socorro (HPS) começou a ser realizado, no fim da tarde desta sexta-feira (4), pela Secretaria de Recursos Humanos de Prefeitura de Juiz de Fora (PJF). Antes, 42 trabalhadores do HPS teriam identificado erros no pagamento referente ao mês de agosto.

Segundo a presidente do sindicato, Deise Medeiros, diante da marcação de um ato na entrada da unidade de saúde, a administração municipal enviou um ofício declarando que os pagamentos seriam feitos ainda nesta sexta, antes das 17h. Inicialmente, segundo relatado à Tribuna de Minas, a PJF havia comunicado que o pagamento seria feito somente na próxima semana.

“Mesmo assim, viemos para constatar se estavam realizando os pagamentos. Nós estamos conversando com os trabalhadores e eles estão informando para nós que aos poucos, sim, estão regularizando o pagamento”, afirma Deise.

A presidente avalia que a maioria dos erros de pagamento tem sido no setor da saúde.

“A Prefeitura tem feito uma escolha de errar na saúde, parece que pegam esse dinheiro e pagam outras coisas, arcam com outras responsabilidades. São muitos erros que vem acontecendo em vários meses”, opina a dirigente sindical.

O diretor de saúde do Sinserpu, Anderson Luiz Gonçalves, explica que embora as inconsistências nos pagamentos afetem outros setores, como a educação, a saúde é considerada a mais fundamental.

“É algo muito preocupante, dentro da saúde, a gente vem acompanhando a violência que os nossos trabalhadores vêm sofrendo, até dos próprios usuários em busca de um serviço. Agora a gente está vendo uma agressão da própria administração, pois entendemos isso como uma agressão também, quando mexe no bolso do trabalhador. Porque a conta não espera”, avalia.

Mais cedo o Sinserpu havia emitido nota à imprensa informando que os trabalhadores iniciariam uma paralisação se os pagamentos não fossem regularizados até as 17h. Durante a paralisação, serviços essenciais seriam mantidos seguindo os limites previstos na legislação.