Falsa bomba provoca transtorno no Centro

Gate foi acionado para detonar a caixa
Uma ameaça de explosão de bomba causou tumulto na interseção entre a Avenida Getúlio Vargas e a Rua Halfeld, no Centro, no final da tarde de ontem. O episódio, que teve início por volta das 16h30, provocou a aglomeração de centenas de pessoas e retenção no tráfego de veículos em diversas vias da região central. O trânsito ficou fechado na parte baixa da Halfeld e, durante alguns momentos da ação, precisou ser interditado na Getúlio. Como consequência, houve engarrafamentos em vários pontos, como na Avenida Rio Branco até a altura do Bairro Manoel Honório. Foram mobilizadas equipes da Polícia Militar, inclusive do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) e da Rotam, e do Corpo de Bombeiros. A caixa, com o suposto artefato explosivo, estava embrulhada em jornal e havia uma folha pregada com a palavra celular, o que teria despertado a desconfiança, uma vez que seria grande para conter este tipo de aparelho. O objeto foi deixado próximo à entrada da agência da Caixa Econômica Federal. A multidão foi isolada por cordas estendidas na Getúlio e na Halfeld.
De acordo com o tenente da Polícia Militar, Robson Pagy, seis militares do Gate trabalharam para detonar a caixa de forma controlada. A ação durou cerca de meia hora. "Houve uma denúncia de que havia um artefato explosivo no local. A Polícia Militar teve que agir a fim de garantir a segurança da população. Entretanto, foi verificado, depois da detonação, que não havia nada, sendo encontrado apenas lixo", afirmou o tenente, acrescentando que o material detonado foi encaminhado para a perícia.
Para populares, a situação despertou piadas e transtornos. No caso da doméstica Carla Dias, 35 anos, que se dirigia ao ponto de ônibus, a ocorrência significou mais tempo de espera. "Está tudo parado na Getúlio. Estou cansada e quero ir embora. Pelo jeito vou chegar em casa só depois das sete da noite", reclamou. "Era o que faltava para encerrar o dia. Puxa vida! Logo depois de um dia inteiro de trabalho, ter de esperar mais tempo para ficar com minha família", disse o vendedor Cléber dos Santos, 31. Se para alguns a cena era motivo de irritação, para outros era diversão. "Cobro R$ 200 mil para desarmar a bomba", brincava um pedestre, tirando gargalhada de quem se apertava na corda para ver o trabalho das forças de segurança.

De acordo com o chefe do Departamento de Fiscalização da Settra, foram destacados oito agentes e dois supervisores de trânsito para atuação na Getúlio Vargas e região central. Ainda conforme ele, durante o tempo que a área ficou isolada, o tráfego foi desviado para a Rua Marechal Deodoro. Na Getúlio, o tempo dos semáforos para a passagem dos veículos precisou ser ampliado, para escoamento do fluxo. Para quem estava no transporte público, a situação exigiu paciência. Um exemplo foi o de uma professora de 47 anos que saiu do Jóquei Clube, na Zona Norte, às 17h e só conseguiu chegar à Avenida Rio Branco às 19h15.







