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Dom Gil avalia participação de jovens na visita do Papa


Por Tribuna

04/08/2013 às 07h00

Dom Gil se reuniu com juiz-foranos que estiveram no Rio para a JMJ

Dom Gil se reuniu com juiz-foranos que estiveram no Rio para a JMJ

Passada a euforia da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), a Igreja Católica não pretende abrir mão do encanto promovido pelo Papa Francisco junto aos jovens. Na Arquidiocese de Juiz de Fora, a palavra de ordem, a partir de agora, é acolhida. De acordo com o arcebispo da cidade, Dom Gil Antônio Moreira, é preciso acolher esses jovens com o coração. "Nós queremos acolhê-los com muita alegria e indicar para eles os grupos de jovens das paróquias, dos movimentos da Igreja, para que possam se integrar cada vez mais", afirmou Dom Gil ontem durante reunião de avaliação da participação dos jovens nos atos da JMJ, na Cúria Metropolitana. Os jovens que atenderam a convocação também aproveitaram a ocasião para uma confraternização. Após o encontro, foi realizada, no mesmo local, uma missa de ação de graças, que teve início às 18h.

Dom Gil ainda lembrou aos jovens que jamais devem ficar sozinhos e isolados. "Há uma Igreja, que podem participar dela, pois Cristo não criou nada individualista, mas sempre em comunidade. Vamos fazer uma programação nova com esses jovens, a fim de que possam crescer com aquilo que o Papa pediu: que eles sejam discípulos de Cristo."

O arcebispo se disse muito satisfeito com a participação da juventude juiz-forana nas ações da Jornada. "Eles vinham se preparando há mais de um ano. Tínhamos mais de 300 voluntários distribuídos em várias equipes, de recepção, de liturgia, de comunicação. A Semana Missionária que aconteceu na arquidiocese, uma semana antes, recebeu 400 estrangeiros de 12 países diferentes. Para esse trabalho, eu sou testemunha, de quanta dedicação esses jovens tiveram", se orgulhou o religioso. O município contou com um número expressivo de jovens na JMJ no Rio. "Foram inscritos 2.510 participantes nos atos da Jornada. Mas tenho certeza que daqui estiveram lá mais jovens, pois muitos foram sem fazer a inscrição e de última hora. Isso me deixou de coração muito alegre, pois mostrou que a juventude ama a Deus e encontra um lugar na Igreja."

Para o arcebispo, a primeira visita do Papa Francisco ao Brasil e à América Latina teve muita representatividade, não apenas para a juventude, mas para toda a nação. "O Papa deu real testemunho de total dedicação às coisas de Deus. Um homem simples, que não demonstrou medo de nada. Andava em carro aberto, sem nenhum receio. Penso que ele fala mais pelo seu gesto do que pelas suas palavras, embora elas sejam de grande profundidade. Os discursos do Papa no Brasil são um compêndio de ensinamentos, de humanidade, de espiritualidade, tão profundos, que só não aproveita quem não quiser. Por isso, penso que os jovens receberam um grande presente de Deus".

 

Aprendizado

Estudante do Curso de Educação Física da UFJF, Michele Cristini Castro da Silva, de 19 anos, moradora do Bairro Jardim do Sol, foi uma das voluntárias que participaram da JMJ. Segundo ela, a experiência resultou em um grande aprendizado. "Trabalhei na Semana Missionária que mostrou uma prévia de como seria o encontro com jovens de outros países. Aqui, recepcionei o grupo de angolanos, que tem uma cultura diferente da nossa, e fiquei durante uma semana com eles. Tivemos que aprender a lidar com a diferença e ver como eles são apegados à religião. Isso serviu muito para meu crescimento."

Ela também participou dos atos da Jornada no Rio de Janeiro e acompanhou uma missa celebrada pelo Papa. "Vê-lo e escutar sua mensagem foi muito enriquecedor. Agora espero que a Igreja continue dando esse apoio à juventude, para que cresça e se renove."