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Restaurante Popular atende mais de mil


Por Kelly Scoralick

04/08/2012 às 07h00

A refeição barata atraiu muita gente

A refeição barata atraiu muita gente

Mil e setenta e nove pessoas almoçaram nesta sexta-feira (03) no Restaurante Popular de Juiz de Fora, no primeiro dia de funcionamento. A abertura estava programada para as 11h, mas a fila começou a se formar no local às 9h45. A aposentada Geralda de Paula Reis ocupava o primeiro lugar e estava acompanhada de três amigas. "Ficamos sabendo hoje cedo da abertura. Costumo comer em self-service e vai fazer diferença vir aqui." Às 11h, a movimentação já tomava conta da calçada da Rua Halfeld e alcançava a Rua Paulo Frontin, com mais de cem pessoas aguardando o início do fornecimento das refeições a preço de R$ 2. "Eu vou sempre ao Rio, e lá, já frequento o Restaurante Popular. Juiz de Fora precisava de um também. Só faltava ser a R$ 1, como é o de lá", disse o motorista Vasnil de Abreu.

O atendimento começou no horário marcado. No cardápio, arroz, feijão, macarrão, salada, filé de frango, suco de uva, e, de sobremesa, paçoca. "O tempero está ótimo, não está deixando nada a desejar a outros restaurantes", aprovou a primeira cliente. O ambiente conta com bebedouro, lavatórios e sanitários. O atendimento, feito por profissionais da Servir, empresa vencedora de licitação pública que será responsável por gerir o estabelecimento, agradou. "Está tudo muito organizado, muito limpo. Só vou vir aqui agora", comentou a aposentada Hilva de Oliveira.

A refeição barata atraiu muita gente. A copeira Eugênia Arlindo paga de R$ 12 a R$ 20 para o almoço dela e do filho, de 9 anos, em um self-service no Centro. "A comida está boa e ainda tem a sobremesa. Meu filho adorou." A promotora de vendas Manoa Oliveira também se sentiu atraída pelo preço. "Recebo R$ 45 por semana de auxílio-refeição. O que gastava por dia, agora, com mais R$ 1, vou poder comer a semana inteira." Até quem costuma trazer almoço de casa ontem fez a troca pela refeição a preço popular. "Eu moro sozinha e cozinho só para mim. A esse valor, compensa comer aqui", contou a auxiliar de serviços gerais Leci de Morais.

Apesar da fila e do movimento intenso, não houve retenção no atendimento. A capacidade no interior do estabelecimento é de 325 pessoas por vez, segundo a assessoria de comunicação da Secretaria de Assistência Social, e, em momento algum, houve lotação do espaço. O restaurante pode fornecer até três mil refeições diárias. No primeiro dia de funcionamento, o público, em sua maioria, era formado por pessoas acima de 50 anos. Não esteve presente a população de catadores de materiais recicláveis e moradores de rua, cadastrados pela Secretaria de Assistência Social (SAS), que almoçarão sem custo a partir de segunda-feira.

Secretaria vai analisar demandas

Na última hora de funcionamento do Restaurante Popular, a fila já era pequena na parte externa, e as pessoas continuavam a chegar. A cobradora Renata Garcia Silva, acompanhada do casal de filhos de 5 e 8 anos, foi uma das últimas a entrar. "As crianças já almoçaram em casa, mas querem conhecer. A R$ 2, dá para pagar."

A Tribuna ouviu reclamações de clientes com relação à comida. "Está sem sal e não tem tempero para a salada", disse o bombeiro hidráulico Vicente de Paula. A situação foi confirmada por outro cliente. "A comida precisa de mais sal. E faltou o acesso preferencial para idosos", criticou o aposentado Aldancir Vasconcelos. Algumas pessoas reclamaram ainda que o local é abafado e sem ventilação.

A secretária de Assistência Social, Tammy Claret Monteiro, acompanhou o início do funcionamento. "O saldo é positivo. A comunidade ganhou um grande equipamento. Estamos analisando esse primeiro dia e, se necessário, iremos fazer modificações", declarou Tammy. O Restaurante Popular não abre no sábado. O funcionamento é de segunda a sexta, das 11h às 14h, na Rua Halfeld 305, Centro.