Polícia procura suspeitos no Cascatinha
A Polícia Civil está à procura dos autores do espancamento que resultou na morte do jovem Marcelo Rodrigues, 18 anos, há nove dias, no Bairro Cascatinha. Imagens de circuito interno de TV, obtidas com exclusividade pela Tribuna, mostram o rapaz nos seus últimos momentos de vida, caído na Rua Antônio Marinho Saraiva, logo após assaltar um casal de idosos na Rua Itamar Soares de Oliveira. Nas gravações, quatro pessoas aparecem ao redor de Marcelo, após perseguição pelas ruas do bairro. Os flagrantes indicam que o jovem foi imobilizado e levado, minutos mais tarde, para a Avenida Doutor Paulo Japiassu Coelho, onde foi encontrado desmaiado e com múltiplas fraturas pelo corpo. Testemunhas, que temem ter o nome divulgado, relataram à Tribuna ter visto Marcelo sendo agredido com chutes e socos na Rua Antônio Marinho. A via dá acesso ao imóvel alugado onde Marcelo, que tinha problemas psiquiátricos, residia com a mãe. Ontem detetives da delegacia estiveram no bairro onde tudo aconteceu para tentar o reconhecimento dos homens que aparecem junto ao rapaz nas cenas captadas pelo sistema de segurança. A polícia suspeita do envolvimento de adultos e adolescentes.
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Além do trabalho de campo, a delegada Sheila Oliveira, que está à frente do caso, deverá receber amanhã o laudo de necropsia de Marcelo. O documento vai ajudar a esclarecer detalhes do crime, bem como a origem das lesões encontradas no corpo do rapaz. Marcelo morreu na madrugada do dia 26 de março, no HPS, de politraumatismo. Outro passo importante da investigação é a realização de perícia no computador onde as imagens de Marcelo foram arquivadas. A análise poderá levar a novas pistas.
Marcelo ficou quase um ano internado na Casa de Saúde Esperança, onde recebia tratamento para a dependência química e acompanhamento psiquiátrico. Segundo seus familiares, no dia em que foi espancado, após cometer o assalto, o jovem teria saído de casa sem tomar os remédios de praxe. A mãe, que trabalha como cuidadora de idosos, contou que vinha tentando, sem sucesso, nova internação para o filho. Antes de completar a maioridade, Marcelo recebia acompanhamento da Vara da Infância e Juventude.








