PCMG prende três suspeitos de aplicar golpes durante calamidade em Juiz de Fora

‘Operação Burla’ resultou na apreensão de dois veículos de luxo e grande quantidade de mercadorias falsificadas vendidas como originais


Por Pedro Moysés

03/03/2026 às 17h22

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu, nesta terça-feira (3), três homens suspeitos de aplicar golpes e comercializar produtos falsificados em Juiz de Fora, município que está sob decreto de calamidade pública devido às fortes chuvas registradas nos últimos dias. A ação, denominada “Operação Burla”, resultou ainda na apreensão de dois veículos de luxo utilizados pelo grupo, de nacionalidade portuguesa.

As investigações começaram durante o acompanhamento das áreas afetadas pelas chuvas. Conforme apurado, o grupo, que é formado por homens de 20, 43 e 66 anos, circulava pela cidade oferecendo mercadorias contrafeitas como se fossem originais, com supostos descontos. Entre os produtos apreendidos estão ternos, vestuário, óculos, perfumes, malas, mochilas, panelas e faqueiros de marcas famosas, comercializados de forma enganosa.

Por meio de trabalho de inteligência, os policiais identificaram o modo de atuação dos suspeitos e constataram registros semelhantes em outros municípios mineiros, como Patos de Minas e Rio Paranaíba, no Alto Paranaíba. Com base nessas informações, a PCMG deu início à operação “burla”. Após monitoramento, os suspeitos foram abordados quando chegavam a um hotel no Centro.

PCMG prende três suspeitos de aplicar golpes durante calamidade em Juiz de Fora
(Foto: Divulgação/PCMG)

No interior dos veículos e em três quartos ocupados pelo grupo, os policiais localizaram grande quantidade de mercadorias falsificadas. Os suspeitos confessaram a prática ilícita e admitiram que armazenavam o material nos quartos do hotel. Uma mulher de 43 anos que estava com o grupo negou envolvimento nos crimes, foi ouvida e liberada.

De acordo com o delegado responsável, Márcio Rocha, foi identificado que os investigados estavam atuando em um momento de fragilidade social, buscando se aproveitar da situação enfrentada pela cidade para aplicar golpes. De acordo com o delegado, “a resposta foi rápida e firme, para impedir que mais pessoas fossem lesadas”, acrescentou.

O delegado orienta que eventuais vítimas que tenham adquirido produtos do grupo procurem uma delegacia da Polícia Civil para formalizar a denúncia.

Os três homens foram conduzidos à unidade policial, onde tiveram as prisões em flagrante ratificadas por crimes contra a propriedade industrial e associação criminosa. Após a formalização dos procedimentos, eles foram encaminhados ao sistema prisional. Os dois veículos utilizados pelo grupo foram apreendidos e removidos ao pátio credenciado.

De acordo com a Polícia Civil, o nome da operação faz referência ao termo “burla”, utilizado em Portugal para designar crime equivalente ao estelionato no Brasil, em alusão à conduta do grupo, que consistia em induzir vítimas ao erro por meio da venda de produtos falsificados como se fossem originais, obtendo vantagem ilícita.