Falhas na assistência a crianças
Falhas que estariam comprometendo o serviço prestado pelo Pronto Atendimento Infantil (PAI) foram denunciadas esta semana pelo Sindicato dos Médicos. Entre os problemas apontados estão a sobrecarga dos profissionais da unidade e escalas de pediatras incompletas, o que levaria à demora nos atendimentos e à insatisfação das famílias dos pacientes. Conforme documento enviado pelo sindicato ao Ministério Público Estadual, Conselho Regional de Medicina (CRM) e Conselho Municipal de Saúde, a infraestrutura da unidade, que funciona em um prédio alugado na Avenida dos Andradas, no Morro da Glória, região central, também não atende às exigências necessárias ao tipo de atividade prestada, e a falta de equipamentos dificultaria os tratamentos.
Entre os problemas estruturais mencionados estão a falta de acessibilidade e ausência de pias para que os profissionais possam lavar as mãos dentro dos consultórios. Há oito meses, a unidade estaria sem aparelho de raio X, e alguns equipamentos existentes, como laringoscópios, aspiradores e ambus (espécie de respiradores) seriam insuficientes para atender a demanda. Além disso, os médicos reclamam de terem encontrado baratas e até ratos no local. No entanto, a Secretaria de Saúde informa que mantém em dia a dedetização e desratização de todas as unidades de saúde do município.
De acordo com o secretário-geral do sindicato, Geraldo Sette, como os profissionais que entregaram a carta preferiram não assiná-la, por medo de represália, o órgão visitou o PAI para checar as informações. Verificamos as denúncias antes de repassá-las às autoridades competentes.
A subsecretária de Urgência e Emergência, Adriana Fagundes, reconhece que a estrutura física do prédio precisa de melhorias e afirma que soluções têm sido buscadas. Segundo ela, a Secretaria de Saúde procura um novo imóvel para a transferência do serviço, mas encontra dificuldade. O maior problema tem sido encontrar um espaço que atenda, porque não queremos deslocar o PAI para um local distante. Estamos contando com apoio da Secretaria de Obras, inclusive com arquiteto e engenheiro, para realizar a transferência, mas se não conseguirmos um novo prédio, já há projeto para reestruturar o atual.
Em relação à falta ou insuficiência de equipamentos, Adriana garante que todos os espaços do PAI contam com aparelhagem e material adequados para os procedimentos realizados e que eles são verificados diariamente. Apenas a falta do raio X foi admitida, mas a subsecretária explica que o aparelho só não foi instalado ainda devido à indecisão sobre a transferência ou não do prédio. Assim que isso for decidido, será providenciada a instalação.
Adriana explica que realmente há falta de pediatras na rede e que, em janeiro, dois profissionais do PAI pediram demissão. Mas há processo seletivo em andamento para contratação (de temporários). Apesar da deficiência na escala, é importante destacar que o PAI nunca fica sem médico. Existe pediatra todos os dias.









