Pontos de super-radares carecem de sinalização

Já na Japiassu Coelho com Tom Fagundes, onde existe radar em teste, faixa está totalmente visível
Alguns cruzamentos da cidade que compõem a lista de locais a serem monitorados pelos super-radares carecem de sinalização horizontal. O fato foi constatado nesta segunda-feira (1º) pela Tribuna, que esteve em 15 dos 20 pontos que irão receber os aparelhos em sistema de rodízio. Em matéria publicada na edição de domingo, foram apresentados que esses locais são, prioritariamente, avenidas mais movimentadas. Os radares pretendem controlar o excesso de velocidade, o avanço de semáforos e a parada dos veículos sobre a faixa de pedestres. Na análise da infraestrutura dos locais, porém, foram constatadas falhas em pelo menos 11 dos 15 lugares visitados, como inexistência de faixas de pedestres e outras travessias com tintas desgastadas.
As duas situações foram observadas no cruzamento das avenidas Rio Branco com Brasil, no Manoel Honório. O caso mais grave se dá com a falta da pintura horizontal no sentido Centro/bairro. Já na interseção da Avenida Getúlio Vargas com a Rua Halfeld, motoristas e pedestres têm dificuldade de enxergar a marcação horizontal, praticamente apagada. Na Avenida Doutor Paulo Japiassu Coelho próximo à Rua Itamar Soares, no Cascatinha, região Sul, o problema se repete, e a faixa de pedestres está pouco aparente no sentido Centro/bairro. A duas quadras deste local, no único ponto onde o radar está sendo testado, na esquina da Paulo Japiassu com a Rua Tom Fagundes, não há falhas na sinalização, que aparenta estar recém-pintada.
De acordo com a assessoria da Settra, os reparos em geral serão realizados à medida em que a implantação dos radares for sendo feita. Além disso, foi informado que o órgão está programando a repintura de sinalizações horizontais e manutenção das verticais em toda a cidade. A ordem dos pontos será distribuída conforme prioridade e novas licitações para contratação de empresas que irão realizar os serviços, e os motoristas serão avisados sobre o posicionamento dos aparelhos.
Opiniões divididas
Após a publicação da matéria sobre a implantação dos radares, leitores e internautas demonstraram preocupação com o fato. Para a farmacêutica Luciana Barros, o maior problema continua sendo a educação no trânsito e o respeito mútuo de pedestres e motoristas. "Se houver placa indicativa de limite de velocidade, é necessário respeitar. Contudo, a questão do sinal amarelo é mais controversa, tendo em vista que seu tempo de permanência é curto nos cruzamentos." A constatação é reforçada pelo engenheiro industrial Amauri Leonello. "Antes de penalizar, é necessário a realização de um estudo para medir o tempo das sinalizações semafóricas. Em alguns cruzamentos, quando o motorista avança o amarelo, ele cruza com o semáforo quando ele está vermelho, dada a longa distância entre eles."
A situação também foi levantada nas redes sociais. Entre agradecimentos pela iniciativa, críticas de investimentos desnecessários e até mesmo sugestão de protestos contra a decisão, internautas questionaram sobre a localização exata dos radares, se eles ficarão antes, depois ou sob os semáforos. Sobre esse ponto, a Settra informou que isso será definido no ato de instalação de cada equipamento, com base em um estudo do local. Já sobre os custos para a realização do projeto, o órgão ainda não quis se pronunciar. Outro questionamento é sobre a falta de segurança no período da madrugada, tendo em vista os assaltos em cruzamentos.










