Começam trabalhos para demolição de prédio que desabou

Prédio desabou na madrugada de terça-feira (1°)
Começaram na tarde desta quarta-feira (2) os trabalhos para a demolição do prédio na Rua Floriano Peixoto, de quatro pavimentos, que teve desabamento parcial, no início da madrugada de terça-feira. O serviço será feito de forma manual e deve seguir o prazo estabelecido pela Secretaria de Atividades Urbanas (SAU). O proprietário do imóvel, que foi notificado na tarde de terça-feira, tinha 24 horas, vencidas hoje, para iniciar a demolição dos dois últimos andares do edifício. Segundo a assessoria da SAU, daqui a dois dias a pasta vai solicitar um novo relatório à Defesa Civil para liberação parcial do galpão que fica ao lado do prédio. O depósito, que armazena materiais recicláveis, está totalmente interditado. Durante o acidente, os destroços atingiram o escritório e o local onde é feita a prensagem do material da Recicláveis Floriano Peixoto, causando prejuízo estimado em cerca de R$ 50 mil.
Também foram interditadas três lojas que ficam no térreo do edifício onde ocorreu o desabamento. De portas fechadas, o proprietário de um estabelecimento de venda de peças para motor já sente o prejuízo. "Teve cliente vindo até a loja e eu não pude atender. Agora é esperar a demolição do edifício", disse Vladimir Lúcio de Almeida. O dono de uma serralheria, que fica na galeria do prédio, retirou as peças de trabalho e transferiu para um galpão na mesma rua. "Estamos contando com a ajuda dos colegas para tentar continuar a trabalhar enquanto a situação não se resolve", falou o serralheiro Emídio Vasconcellos. Ele contou que a situação do edifício, abandonado há anos, era um temor antigo. "A gente tinha medo de acontecer alguma coisa. No fim do ano, iria me mudar daqui." A Defesa Civil orientou moradores de um imóvel que fica nos fundos do prédio, localizado na Rua Fonseca Hermes, a não utilizarem os cômodos que fazem divisa com o edifício, mas não houve interdição do local.








