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Cidade está sem fitas de glicemia


Por Tribuna

02/03/2016 às 07h00- Atualizada 02/03/2016 às 08h13

O problema da falta de fitas de medição de glicemia atinge novamente a cidade. Há mais de um mês, o insumo não é encontrado no SUS e não há previsão de quando o produto deve chegar. Conforme um militar de 45 anos, que preferiu ter o nome preservado, o insumo é essencial para o tratamento adequado do seu filho de 15 anos, que possui diabetes. “A gente precisa da fita para ver quanto de insulina vai aplicar. Sem medir, é perigoso aplicar porque pode ocorrer superdosagem.” Ele conta que, em fevereiro, já não conseguiu o material na Farmácia Central do SUS e teve que comprá-lo. Seu filho utiliza 150 fitas de glicemia mensalmente. Uma caixa com 50 unidades custa em torno de R$ 100, o que acarreta um impacto de R$ 300 no orçamento da família. “Isso está causando um custo alto para quem necessita, pois grande parte das pessoas não possui meios para adquiri-las.”

A Secretaria de Estado de Saúde (SES), que fornece o insumo, informou que “entende que é de suma importância o fornecimento regular das tiras reagentes e está empenhando esforços para a normalização da situação o mais breve possível”. A pasta explicou que, desde 2014, vem elaborando planejamentos para a aquisição do item, contudo, não foram alcançados os pré-requisitos legais para a conclusão do processo de aquisição, consumindo todo estoque de segurança. “Frente aos insucessos observados, em paralelo ao processo licitatório, a SES realizou diversas solicitações de empréstimos a outros estados e órgãos. Entretanto, o quantitativo conseguido foi insuficiente. Um novo planejamento foi iniciado e encontra-se em andamento. Tão logo o item seja entregue em nosso almoxarifado, autorizaremos a distribuição.”