Escolas particulares querem antecipar Pism

Reitor Henrique Duque, pró-reitor Eduardo Magrone e representantes de escolas se reuniram nesta 2ª
A data dos exames do Programa de Ingresso Seletivo Misto (Pism), anunciada para os dias 20, 21 e 22 de janeiro, causou insatisfação nas escolas particulares. Nas edições anteriores, os testes eram realizados na primeira quinzena de dezembro, mas o cronograma precisou ser redefinido em função da greve dos professores na UFJF. O assunto foi discutido em reunião realizada no início da noite desta segunda-feira (1), com a presença do reitor Henrique Duque, o pró-reitor de Graduação, Eduardo Magrone, integrantes do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino (Sinepe/Sudeste) e representantes de escolas privadas do município.
Para o presidente do Sinepe, Miguel Luiz Detsi Neto, o principal prejuízo se deve ao fato de as provas serem aplicadas durante as férias coletivas das instituições privadas. "A convenção coletiva de trabalho da classe impede que os professores trabalhem durante este período, o que cria barreiras para a realização de um revisional ou qualquer outro acompanhamento para os estudantes. Com isso, eles fariam as provas depois de quase um mês sem contato com as escolas." Ainda segundo Neto, mesmo que houvesse possibilidade de realização de aulas extras em janeiro, os docentes sairiam lesados. "Eles perderiam o período de descanso, até porque muitos trabalham não apenas com o ensino médio, mas com o fundamental. As férias ficariam fragmentadas."
O diretor do Cave, Lawrence Gomes, destacou que os estudantes do primeiro e segundo anos do ensino médio, que fazem os dois primeiros módulos do Pism, terão o calendário letivo de 2013 muito prejudicado. "São jovens de 14, 15 anos, que, com a prova em janeiro, praticamente não terão férias e já iniciam um novo ano letivo com o cansaço de estudar e fazer os exames."
Magrone explicou que o remanejamento do Pism para janeiro se deu em função de motivos operacionais apresentados pela Comissão Permanente de Seleção (Copese). "Em primeiro lugar, a Copese está sobrecarregada com outros processos seletivos, como os vestibulares dos cursos a distância e do campus avançado de Governador Valadares. Além disso, o Pism obedece a um esquema de segurança muito rigoroso. Os testes são corrigidos no Colégio de Aplicação João XXIII, e fazer isso em dezembro significaria ter que fazê-lo em pleno período letivo, com circulação de pessoas na instituição, pondo em risco a segurança do processo." Ainda segundo Magrone, a alteração da data para janeiro não foi cogitada como problema para escolas particulares na visão do Conselho de Graduação (Congrad) ou da Copese. "Não imaginamos que aumentar o prazo poderia causar transtornos às instituições privadas, mas estamos atentos aos argumentos."
Propostas
Segundo o presidente do Sinepe, a intenção inicial é de que o exame volte a ser aplicado em dezembro, mas o grupo está disposto a outras formas de negociação. De acordo com Magrone, qualquer discussão precisa ser submetida, em primeira instância, à Procuradoria Geral da UFJF e, posteriormente, ao Congrad. Por sugestão do reitor, os representantes das instituições privadas comparecerão a uma reunião do Congrad às 9h desta terça (2), para apresentar seus argumentos. "O acesso à instituição afeta a UFJF como um todo, então é sempre bom ouvir. Por isso, acho importante o Congrad ouvir este argumento para avaliar a necessidade e a real possibilidade técnica de um ajuste."







