Advogado é detido suspeito de levar drogas e celular para dentro do Ceresp

Celular, carregador e 5 porções de maconha apreendidos
Um advogado de 35 anos foi conduzido pela Polícia Militar à 1ª Delegacia Regional, no final da manhã desta quinta-feira (1), por suspeita de ter levado ao Ceresp um celular, com carregador, e seis porções de maconha que, supostamente, seriam entregues a um detento cliente dele. O material foi encontrado por agentes penitenciários na lixeira do parlatório, logo após a saída do profissional, que negou serem seus os objetos. No local destinado à conversa entre as duas partes, os advogados não têm contato físico com os presos, já que há uma divisória de vidro. No entanto, conforme o coordenador geral de segurança da unidade prisional, agente Pedro Luciano de Souza, a suspeita é de que outra pessoa fosse pegar os produtos e entregar ao destinatário.
"Temos 79 presos que trabalham na parte externa, fora das celas. Um deles poderia ter sido instruído para pegar o material na cesta de lixo e levar para o referido preso à espera", disse o coordenador. Segundo ele, o setor de inteligência do Ceresp já estava investigando a suposta entrega de celulares e drogas por parte de advogados. "Recebemos denúncias, por meio de presos e parentes deles, de que esses profissionais estariam repassando material ilícito para dentro da unidade prisional. Não sabíamos quem eram os advogados, mas tínhamos informação de quais detentos iriam receber. Hoje um deles foi retirado da cela para ser assistido por esse advogado. Redobramos a atenção e verificamos a lixeira antes de ele entrar no parlatório. Quando saiu, detectamos na cesta os seis invólucros, celular e carregador."
No cômodo, também estava outro colega de profissão do suspeito. "Não vi muita coisa, porque estava atento ao meu trabalho e, quando entrei, ele já estava saindo. Só percebi que os agentes pegaram a lixeira." O advogado conduzido à delegacia negou qualquer envolvimento no caso: "Atendi a seis clientes e, quando terminei, fui sair, conforme o procedimento padrão. Um funcionário pediu para eu esperar e me apresentou a lata de lixo, que tinha celular, carregador e certa quantidade de droga. Eu já estava na sala do diretor, mas alegaram que a lixeira estava no parlatório e que eu teria jogado esses materiais lá. Vou provar que não fui eu, porque meu nome está em jogo" disse à Tribuna, antes de prestar declarações ao delegado de plantão. Ele informou, ainda, que passou pelo detector de metais e que entrou no parlatório carregando, apenas, uma agenda. O detento, 25, suspeito de ser o receptador da droga, também foi levado para a delegacia.








