Conselho de Educação diz que alunos não devem ser reprovados neste ano

Parecer aprovado pelo órgão também prevê que apenas 480 horas letivas, das 800 anuais, devam ser cumpridas


Por Agência Estado

28/04/2020 às 21h29

O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou nesta segunda-feira (27) parecer recomendando às escolas que não reprovem alunos este ano por causa das dificuldades causadas pela pandemia de coronavírus. Além disso, a norma flexibiliza o cumprimento de horas letivas obrigatórias na educação infantil, indicando que podem ter pouco mais da metade das 800 horas anuais.

O documento sobre o calendário escolar de 2020 vale para escolas públicas e particulares. Ele teve a contribuição de educadores e gestores do Brasil todo. Foi aprovado também pelos integrantes do CNE que fazem parte do Ministério da Educação (MEC) e segue agora para a homologação do ministro. “É difícil saber no fim do ano se os objetivos de aprendizagem foram cumpridos”, diz a relatora do parecer, Maria Helena Guimarães de Castro, que foi secretária executiva do MEC na gestão Michel Temer e FHC.

Por isso, o parecer também indica que o ano letivo de 2020 pode continuar em 2021, ou seja, pode haver reposição de aulas no ano que vem. Isso poderá acontecer mesmo havendo atividades a distância. O texto diz que é preciso “garantir critérios e mecanismos de avaliação ao fim do ano letivo de 2020, considerando os objetivos de aprendizagem efetivamente cumpridos pelas instituições e redes de ensino, de modo a evitar o aumento da reprovação e do abandono escolar”.

O CNE indica que apenas 480 das 800 horas letivas tenham a obrigatoriedade de serem cumpridas neste ano. O parecer sugere ainda atividades a distância que podem ser enviadas aos pais, como audiolivros para os que não sabem ler. E complementa que também não será fácil repor aulas de creche e pré-escola. A volta às aulas deve ser gradual, com menos alunos e continuidade de atividades não presenciais. Apesar de ressaltar a importância da participação dos pais no ensino a distância, o documento deixa claro que a escola não pode pressupor que pais são professores.