Fim do MDF nas cozinhas e banheiros com chegada de opção mais resistente

MDF segue dominante no setor moveleiro, mas perde espaço em áreas úmidas para outras opções, com foco em durabilidade e manutenção


Por Yasmin Henrique

13/06/2026 às 12h04

Fim do MDF nas cozinhas e banheiros com chegada de opção mais resistente

O setor moveleiro no Brasil mantém trajetória de crescimento e relevância econômica. Nesse contexto, o MDF segue como principal insumo na produção de móveis planejados. Estudos indicam que a madeira e seus derivados correspondem a cerca de 54% a 62% dos móveis residenciais produzidos, variando conforme a metodologia utilizada.

Paralelamente, aumenta a procura por soluções que ofereçam maior durabilidade e menor necessidade de manutenção, como materiais com maior resistência à umidade, sistemas modulares e processos mais industrializados, além de alternativas direcionadas a segmentos de maior padrão arquitetônico.

Substituição do MDF

Tendência no design de interiores e construção

  • Substituição parcial do MDF por materiais minerais
  • Destaque para o porcelanato técnico aplicado em mobiliário
  • Crescimento mais forte em cozinhas e banheiros

Marcenaria mineral

  • Uso de placas cerâmicas de grandes formatos
  • Estruturas metálicas como base de sustentação
  • Foco em estabilidade e resistência ao desgaste

Expansão de materiais cerâmicos e minerais

  • Crescimento do uso de porcelanato técnico em móveis fixos
  • Substituição de painéis de madeira por chapas de grande formato
  • Estruturas metálicas como suporte
  • Redução de problemas como inchaço, deterioração e descolamento

Móveis laváveis e de baixa manutenção

  • Decisão de compra passa a considerar o ciclo de vida do material
  • Porcelanato e metal se destacam pela durabilidade
  • Resistência térmica e facilidade de limpeza
  • Forte presença em imóveis novos e de padrão médio e alto

Integração entre mobiliário e estrutura do imóvel

  • Bancadas e armários passam a ser elementos fixos da construção
  • Redução da necessidade de substituição
  • Maior personalização dos ambientes
  • Mais comum em cozinhas, banheiros e regiões úmidas como áreas litorâneas

Pontos de atenção

Mesmo com as transformações em curso, o MDF não está sendo totalmente substituído, mas passa a ter usos mais bem delimitados. Em ambientes secos, ele segue como principal escolha, enquanto em locais com alta umidade ganham espaço soluções de base mineral.

A adoção desse modelo, no entanto, encontra limitações como o custo inicial mais elevado, a necessidade de mão de obra qualificada, a dificuldade de realizar mudanças posteriores e o maior peso em relação às alternativas tradicionais em madeira.