Clientes começam a ser notificados sobre redução dos caixas bancários

Bancos reduzem agências físicas e caixas presenciais, ampliando modelos digitais e atendimento especializado aos clientes


Por Yasmin Henrique

21/06/2026 às 11h06

Clientes começam a ser notificados sobre redução dos caixas bancários

O setor bancário brasileiro passa por uma reestruturação das unidades físicas, com a substituição de agências tradicionais por modelos de atendimento mais especializados. Levantamentos com base em dados do Banco Central indicam que a quantidade de agências no país diminuiu de 23.154, em 2015, para aproximadamente 16,5 mil em levantamentos mais recentes. Apenas em 2024, os cinco maiores bancos do país encerraram 1.774 pontos de atendimento, entre agências e postos.

Mesmo com a redução dos caixas e dos serviços operacionais presenciais, as instituições continuam mantendo espaços físicos para atender demandas consideradas mais complexas. Nessas unidades, o foco passa a ser serviços como concessão de crédito, investimentos, financiamentos, negociação de dívidas e atendimento a empresas.

Redução de caixas nas agências 

Em Salvador (BA), o Banco Bradesco anunciou mudanças em duas unidades, dentro da estratégia de redução de serviços operacionais presenciais. A agência localizada no bairro Rio Vermelho deixará de funcionar no modelo tradicional e será transformada em um Escritório de Negócios, sem atendimento de caixa para operações como:

  • saques;
  • depósitos;
  • pagamentos presenciais.

O espaço passará a ter foco em atendimento consultivo, com serviços voltados para:

  • abertura de contas;
  • suporte a empreendedores;
  • empréstimos;
  • financiamentos;
  • investimentos.

Outra unidade afetada fica na Estrada do Coqueiro Grande, no bairro Cajazeiras. O encerramento está previsto para 27 de julho, com a transferência de cerca de 11 mil clientes para a agência 2472, localizada no Porto Seco Pirajá.

Atendimento presencial

Segundo o banco, a mudança busca concentrar o atendimento presencial em demandas que exigem orientação especializada, enquanto serviços rotineiros serão direcionados para aplicativos, internet banking, WhatsApp e outros canais digitais.

A migração para plataformas digitais, porém, também amplia o debate sobre acesso bancário, principalmente em regiões onde parte da população ainda depende do atendimento presencial para realizar operações financeiras.