Bolsa Família tem menos inscritos em estado com salário médio de quase R$4 mil
Dados do IBGE mostram que apenas 6,6% dos domicílios recebem o benefício, cenário impulsionado pela baixa taxa de desemprego, geração de empregos formais e renda média próxima de R$ 3.900.

Santa Catarina aparece como o estado brasileiro com a menor participação de famílias no Bolsa Família, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2025, apenas 6,6% dos domicílios catarinenses recebiam o benefício, percentual bem abaixo da média nacional, que alcançou 17,2%.
O resultado chama atenção porque o estado também se destaca por indicadores econômicos favoráveis, incluindo baixos índices de desemprego, geração de vagas formais e renda média acima da maior parte do país.
Santa Catarina lidera ranking com menor dependência do Bolsa Família
Os números mostram que Santa Catarina possui a menor proporção de famílias atendidas pelo programa de transferência de renda do governo federal.
Além do Bolsa Família, o estado também registra participação reduzida em outros programas assistenciais. Em 2025, cerca de 6,9% dos domicílios catarinenses tinham alguma fonte de renda proveniente de benefícios sociais, enquanto a média nacional chegou a 22,7%.
Especialistas apontam que o desempenho econômico local ajuda a explicar essa diferença em relação ao restante do país.
Mercado de trabalho ajuda a explicar cenário
Um dos fatores mais citados é a força do mercado de trabalho catarinense. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) indicam que o estado abriu aproximadamente 59 mil vagas formais em 2025.
A taxa de desocupação também permaneceu entre as menores do Brasil. Em 2026, o índice ficou em 2,7%, reforçando a posição de Santa Catarina como um dos mercados de trabalho mais aquecidos do país.
Com mais pessoas empregadas e geração constante de oportunidades, a demanda por programas de transferência de renda tende a ser menor.
Salário médio se aproxima de R$ 4 mil
Outro indicador que ajuda a entender o cenário é a renda da população.
Entre 2024 e 2025, o rendimento médio mensal dos trabalhadores catarinenses chegou a aproximadamente R$3.900. O valor coloca Santa Catarina entre os estados com os maiores salários médios do país.
O aumento da renda contribui para reduzir o número de famílias que se enquadram nos critérios de elegibilidade de programas sociais como o Bolsa Família.
Crescimento econômico atrai novos moradores
Além do fortalecimento do mercado de trabalho, Santa Catarina também vem registrando fluxo migratório positivo nos últimos anos.
A busca por oportunidades de emprego, qualidade de vida e melhores condições econômicas tem atraído pessoas de diferentes regiões do Brasil. Esse movimento ajuda a ampliar a oferta de mão de obra e fortalece setores importantes da economia estadual, como indústria, comércio, tecnologia e serviços.
Desafios ainda permanecem
Apesar dos indicadores positivos, especialistas destacam que o estado ainda enfrenta desafios em áreas como saneamento básico, infraestrutura e qualificação profissional.
A manutenção dos bons resultados econômicos dependerá de investimentos contínuos em educação, produtividade e ampliação da infraestrutura necessária para acompanhar o crescimento populacional e econômico.
Mesmo assim, os dados mais recentes reforçam a posição de Santa Catarina como o estado com menor participação de famílias no Bolsa Família e um dos mercados de trabalho mais fortes do país.











