Covid-19: o que se sabe sobre a variante BA.3.2 identificada em 23 países
Variante BA.3.2 do coronavírus é monitorada por autoridades de saúde e ainda não tem registro no Brasil
A divulgação de um relatório dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) sobre a nova variante da Covid-19, BA.3.2, voltou a levantar dúvidas sobre a doença. Segundo o documento da principal agência federal de saúde pública dos Estados Unidos, a sublinhagem, identificada pela primeira vez em novembro de 2024, já foi encontrada em pelo menos 23 países.
Mais recentemente, no dia 3 de abril, a Rede Global de Vírus informou que acompanha a circulação da BA.3.2. De acordo com a entidade, não há indícios de que a sublinhagem esteja relacionada ao aumento da gravidade da doença. “Em vez de sinalizar uma nova ameaça, a BA.3.2 reforça a importância da vigilância constante”, diz a rede, em nota.
Também chamada de “Cicada”, a variante descendente da Ômicron, surgida no fim de 2021, segue sob observação de órgãos internacionais de saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que, até o momento, a sublinhagem não é motivo para alarme.
De acordo com o Ministério da Saúde, não há, até agora, registro da BA.3.2 no Brasil. Ainda assim, especialistas defendem atenção ao comportamento da cepa, principalmente por causa do número de mutações identificadas.
Segundo Rita Medeiros, médica infectologista e integrante da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), a principal diferença da BA.3.2 em relação a outras variantes é justamente a quantidade de mutações. Conforme a especialista, a cepa apresenta alterações mais significativas do que aquelas observadas nas variantes responsáveis pela maior parte dos casos de covid-19 nos últimos dois anos.
Uma das características apontadas para a BA.3.2 é a menor resistência à imunidade prévia da população, adquirida pela vacinação ou por infecção anterior. “Seja pela vacina ou por uma infecção anterior por covid-19”, destaca Rita.
Na prática, isso pode facilitar a capacidade de escapar da proteção imunológica e ampliar o potencial de aumento nas hospitalizações, principalmente entre grupos de risco, como idosos, imunossuprimidos e pessoas com doenças crônicas. Apesar disso, a infectologista ressalta que não há evidências de que a BA.3.2 seja mais agressiva do que variantes anteriores, mesmo que tenha maior facilidade de circulação.
Em relação à vacinação, Rita defende a atualização da composição dos imunizantes para acompanhar as variantes em circulação, como ocorre com a gripe. Segundo ela, o modelo ideal seria o de campanhas anuais com vacinas reformuladas para contemplar as cepas mais recentes.
A especialista, no entanto, afirma que a população não deve deixar de se vacinar. Mesmo com possível redução de eficácia, os imunizantes continuam importantes para prevenir casos graves, sobretudo entre pessoas com doenças crônicas. Ela também reforça a necessidade das doses de reforço. Para a população em geral, a recomendação é de uma dose anual. “Para pessoas acima de 65 anos, a recomendação é de vacinação a cada seis meses. Além da mudança do vírus, a imunidade das pessoas mais velhas tende a cair mais rapidamente”, detalha a médica.
Sobre a oferta de vacinas, o Ministério da Saúde informa que mantém o envio regular de imunizantes e insumos a todos os estados. Segundo a pasta, até 6 de abril, mais de 4,1 milhões de doses haviam sido distribuídas, quantidade considerada suficiente para atender a população-alvo definida pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). No programa, os reforços estão previstos apenas para os grupos prioritários.
“A logística de distribuição é coordenada pelo PNI, que encaminha os imunizantes às Secretarias Estaduais de Saúde, responsáveis pelo repasse aos municípios e serviços de saúde, conforme critérios técnicos e operacionais estabelecidos em normativa vigente”, acrescenta o ministério.
Além da vacinação, especialistas orientam manter medidas de prevenção, como a higiene das mãos e evitar ambientes lotados. Lavar as mãos após usar o banheiro, antes de preparar alimentos e depois do contato com pessoas doentes, por exemplo, ajuda a reduzir o risco de infecção respiratória. Em caso de sintomas, a recomendação é permanecer em casa para evitar a transmissão, especialmente a pessoas vulneráveis, como pacientes com câncer ou doenças pulmonares crônicas.
Texto reescrito com informações do Estadão Conteúdo, auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe
Resumo desta notícia gerado por IA
- A variante BA.3.2 do coronavírus foi identificada pela primeira vez em novembro de 2024 e já está presente em 23 países.
- Segundo órgãos de saúde, não há evidências de que a sublinhagem esteja associada ao aumento da gravidade da covid-19.
- O Ministério da Saúde informa que, até o momento, não há registro da variante BA.3.2 no Brasil.
- Especialistas recomendam manter a vacinação em dia e adotar medidas de prevenção, como higiene das mãos e evitar aglomerações.









