Weruska, chef do Raízes, aposta na mistura entre memória e modernidade
Prato paillard de mignon com gnocchi é a demonstração dessa união, além de ainda trazer referências à primavera

Veja mais da Tribuna no Google
Adicione a Tribuna de Minas como fonte preferencial para ver mais do nosso conteúdo na Pesquisa Google.
Adicionar Tribuna de Minas
No sítio, era primavera todos os dias. Por mais nebuloso que estivesse o tempo, na horta floria alguma planta, fosse ela comestível ou não. Pelo menos era essa a sensação que Weruska Fonseca sentia quando produzia no sítio, em volta de uma mata, todos os processos de uma massa e os petiscos que comercializava. Isso foi em 2017, quando ela decidiu sair da gastronomia japonesa e trilhar um conceito que unisse modernidade com memória afetiva. O Raízes como restaurante, oficialmente, só foi surgir em 2021. Em um momento de adaptar-se ao delivery em função da pandemia de Covid-19, ela não arredou pé: preferiu esperar para poder proporcionar aos clientes a experiência de comer o prato perto de sua cozinha, em um ambiente arquitetado de maneira a fazer sentir, em uma casa, o aconchego, as cores e as sensações da primavera.
Weruska gosta dos detalhes. Por isso, a comida japonesa foi uma porta de entrada, pela pequenez, pelos ajustes mais delicados. Desde cedo, ela cozinhava em casa e entendeu que, sim, a cozinha era seu lugar. Mas, na falta de uma faculdade de gastronomia na cidade, naquela época, decidiu cursar moda: exatamente pelos detalhes. Mas, logo em seguida, o curso gastronômico veio para Juiz de Fora e ela, finalmente, pode se especializar. Acaba que uma coisa ajudou a outra. Na idealização do Raízes, ela conseguiu unir seus lugares de atuação: é chef, mas é também a responsável por todos os detalhes, de dentro da cozinha a cada uma das mesas. Talvez por isso ela não goste de ser chamada de chef, apesar de ser.
As sensações são o que falam mais alto por lá. É uma eterna primavera: nos arranjos que decoram as mesas à finalização dos pratos. Esses detalhes ficam mais evidentes na receita que ela decidiu ensinar, o paillard de mignon com gnocchi. “O paillard nada mais é que aquele bife que as avós geralmente batiam até ficar bem fininhos e maiores. Eu gosto de pegar esses tradicionais e modernizar de alguma forma, como fiz nesse prato.” A flor comestível que finaliza é o toque final: a mistura do detalhe com a gastronomia que ela tanto preza.
Paillard de mignon com gnocchi
Por Weruska Fonseca
Ingredientes
1 bife de mignon 150g batido na espessura mais fina possível, frito a gosto
Gnocchi
Molho de três queijos
Ingredientes para o gnocchi
6 batatas asterix
½ batata doce
½ mandioca
Sal
Ingredientes para o molho de queijos
1 creme de leite fresco
1 queijo brie
1 requeijão
1 parmesão ralado
Modo de preparo
Bata o bife até ele ficar em uma espessura fina. Reserve. Para o gnocchi, cozinhe as batatas e a mandioca com sal em pouca água. Amasse-as ainda quentes. Se necessário, use farinha de trigo para dar o ponto. Corte a massa em pequenos pedaços. O cozimento é o tradicional: coloque o gnocchi em água fervente e, quando ele subir, retire e reserve. Para o molho, bata todos os ingredientes no liquidificador. Coloque em uma panela no fogo para dar o ponto. Em um prato, coloque o paillard frito. Em cima, coloque o gnocchi e cubra com o molho. Finalize com uma flor comestível.









