Carros elétricos e híbridos podem reduzir consumo de combustíveis em 20% até 2035
Projeções apontam mudança no mercado de combustíveis com avanço dos veículos elétricos e híbridos
O avanço dos carros elétricos e híbridos pode reduzir em cerca de 20% o consumo de gasolina e etanol no Brasil até 2035. A projeção consta em estudo do Bradesco BBI, que estima que os veículos eletrificados representarão 31% da frota nacional naquele ano.
Atualmente, os eletrificados correspondem a cerca de 3% da frota brasileira. Segundo o levantamento, a participação deve subir para 10% em 2029 e atingir 20% em 2032. Em 2035, esses veículos também deverão responder por mais da metade das vendas de automóveis novos no país.
Apesar do crescimento, os veículos movidos exclusivamente a combustão ainda devem permanecer como maioria nas ruas durante o período analisado. O motivo é o ritmo de renovação da frota brasileira, que faz com que modelos mais antigos permaneçam em circulação por mais tempo.
A expansão dos elétricos e híbridos pode reduzir a dependência brasileira da gasolina importada. Por outro lado, a transformação no mercado automotivo tende a provocar impactos sobre a cadeia dos biocombustíveis.
Segundo o Bradesco BBI, produtores de etanol poderão enfrentar um cenário de maior oferta diante da redução da demanda pelo combustível. Como o setor vem realizando investimentos para ampliar a produção, a mudança pode pressionar as margens das empresas.
Entre as alternativas apontadas para ampliar o consumo de biocombustíveis estão setores como aviação e transporte marítimo.

Demanda por energia deve crescer
A expansão da frota de veículos eletrificados também terá impacto sobre o setor elétrico. De acordo com o estudo, a demanda de eletricidade destinada à recarga dos veículos pode chegar a 13,5 terawatt-hora (TWh) em 2035.
O volume representa cerca de 21 vezes o atual nível de consumo de energia destinado à recarga no país.
Outra consequência prevista pelo banco está relacionada às contas públicas. Com a redução no consumo de derivados de petróleo, poderá ocorrer queda na arrecadação de tributos vinculados a esses produtos.
Citi apontou possibilidade de pico no consumo em 2026
Um estudo anterior do Citi também identificou a possibilidade de mudança na trajetória do consumo de gasolina e etanol no Brasil.
No cenário-base apresentado pelo banco, o consumo dos dois combustíveis poderia atingir o pico em 2026 e chegar a 2040 em um patamar 8% inferior. Em uma hipótese de eletrificação mais acelerada da frota, a redução poderia alcançar 27%.
O levantamento estimou ainda que os veículos eletrificados evitaram o consumo de aproximadamente 700 milhões de litros de combustíveis em 2025. O volume poderia subir para 5 bilhões de litros em 2030 e 9 bilhões em 2040.
O Citi também destacou que os veículos híbridos plug-in ainda utilizam combustíveis, o que reduz o ritmo de substituição da gasolina e do etanol em comparação com mercados que contam com participação maior de automóveis totalmente elétricos.
Apesar de trabalharem com cenários e períodos diferentes, os estudos do Bradesco BBI e do Citi apontam para uma redução gradual da participação da gasolina e do etanol à medida que aumenta a presença de veículos eletrificados na frota brasileira.
Para o Citi, esse movimento representa um desafio de longo prazo para distribuidoras de combustíveis e produtores de biocombustíveis.
Texto reescrito com o auxílio do Chat GPT e revisado por nossa equipe








