Concurso SES-MG: o que os candidatos podem esperar da prova
Com prova agendada para o dia 3 de maio, concurso oferece 380 vagas para nível superior

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Adicionar Tribuna de MinasA prova do concurso público da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) está marcada para o dia 3 de maio. O certame prevê 380 vagas para o cargo de especialista em Políticas e Gestão da Saúde (EPGS), além da formação de cadastro de reserva. Especialistas em preparação para concursos orientam o que os candidatos podem esperar da prova.
A prova objetiva será composta por 60 questões de múltipla escolha, distribuídas entre Língua Portuguesa, com 13 questões; Noções de Direito, 10 questões; Noções de Informática-Geral, cinco questões; Legislação do SUS, 12 questões; e Conhecimentos Específicos, com 20 questões. Já a prova discursiva consistirá em duas questões dissertativas, baseadas em estudo de caso relacionado aos conhecimentos específicos do cargo.
O Instituto Brasileiro de Gestão e Pesquisa (IBGP) é responsável pela organização do concurso da SES-MG. A banca não divulgou o total de inscritos que disputam as vagas.
Orientações aos candidatos
O peso da legislação do Sistema Único de Saúde (SUS) e dos conhecimentos específicos na avaliação indica um nível maior de exigência técnica, como analisa a professora e mentora do Qconcursos, Iara Antunes.
“Quando a banca aumenta o peso de legislação do SUS e conteúdos específicos, sinaliza que quer um candidato mais preparado tecnicamente, não só alguém que decorou o básico. É uma cobrança mais voltada para compreensão, interpretação e aplicação, e isso costuma elevar o nível de dificuldade da prova.”
Entre os principais temas que envolvem o SUS que o candidato deve priorizar para essa prova, segundo Iara estão: princípios e diretrizes do SUS; organização do sistema, especialmente regionalização; hierarquização e descentralização; e as leis n° 8.080 e n° 8.142.
“Além disso, a banca costuma explorar bastante financiamento, participação social e vigilância em saúde. O erro de muitos candidatos é tentar estudar tudo por igual, quando, na prática, esses pontos precisam estar muito mais consolidados”, ressalta.
Para ela, a forma de estudar é o principal diferencial de candidatos bem preparados para provas de conteúdo técnico mais aprofundado. “Quem vai bem nesse tipo de prova já entendeu que não adianta ficar só na leitura. É preciso treinar, errar, revisar e ajustar. Além disso, é alguém que entende a lógica da legislação, não fica preso só à literalidade. Em prova técnica, o detalhe cobra caro, e, quem revisa de forma estratégica e pratica com constância, acaba saindo na frente.”
Estartégia para a prova discursiva
O especialista em preparação para concursos públicos do Qconcursos, Claudio Gomes, afirma que certames com provas discursivas exigem mais dedicação por parte do candidato. “Não basta saber marcar a resposta correta, como na prova objetiva. É necessário escrever bem. Isso somente se consegue com treino direcionado.”
A prova discursiva da SES-MG valerá 40 pontos e será composta por duas questões, com valor de 20 pontos cada uma. Trata-se da análise de um caso prático, de respostas dissertativas com mínimo de três linhas e máximo de dez para cada resposta. “A prova discursiva cobrará do candidato conteúdo específico, previsto no edital. Logo, o estudo mais aprofundado dos assuntos específicos ajudará o concurseiro a ter mais facilidade na hora de responder às questões objetivas.”
A dica do especialista para essa reta final é que o candidato treine, de duas a três vezes por semana, para a prova discursiva, a fim de evitar surpresas na hora da prova. Além disso, é interessante focar na leitura das normas previstas no edital e, especialmente, na realização de revisões e questões.
Claudio ressalta que o candidato precisa saber gerenciar o tempo de prova. “Considerando que o candidato tem quatro horas para realizar 60 exercícios, além das duas questões discursivas, é extremamente importante saber o que fazer com o tempo.”
A dica é reservar 30 minutos para a marcação do gabarito na folha de respostas e uma hora para as questões discursivas, sem fazer rascunhos completos, ou seja, apenas organizando as ideias em mapas mentais.









