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JF na Gávea

Por Juliana Netto

30/01/2020 às 07h10 - Atualizada 29/01/2020 às 19h46

Entre segunda e terça-feira, uma das matérias mais lidas no site da Tribuna foi a confirmação da contratação do jovem Max, meia juiz-forano que foi destaque no bom time do Tupi na Copinha, pelo Flamengo. Garoto de 18 anos, cria do projeto de futebol da UFJF e morador do Bairro Dom Bosco, um dos mais carentes da cidade.

Pela tragédia causada no Ninho do Urubu, que completa um ano no dia 8 de fevereiro, mesmo eu, rubro-negra assumida, ainda sinto uma enorme dívida do clube carioca com as famílias – que dinheiro nenhum paga -, pela irresponsabilidade de deixar que dez meninos fossem vitimados da forma tão estúpida como foram. Por mais que a instituição viva em “outro patamar”, principalmente com sua equipe principal, essa imagem será difícil de reverter.

Mas a contratação do jovem Max é uma notícia muito agradável, principalmente para nós juiz-foranos. Não por estar no Flamengo – podia ser Vasco, Botafogo, Fluminense, Cruzeiro e tantos outros -, mas por sua nova fase profissional oferecer-lhe perspectivas. Não só visando as cifras que um dia possa acumular, pela fama que talvez conquiste, mas por um conjunto de fatores que o futebol pode ofertar a um menino que, às vezes, sem o esporte, poderia transitar por outros meios.

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Se o meia vai vingar, só o tempo dirá – incluindo trabalho forte da parte dele, disciplina e foco. Mas saber que um projeto de base pode mudar a vida de um menino é inspirador, para ele, para nós e para outros garotinhos que correm atrás de uma bola, com os pés descalços, esfolados, nos altos e baixos de bairros como o Dom Bosco.

Quem sabe um dia, se tudo der certo, Max não possa seguir caminho parecido com o de Wesley Moraes, hoje no inglês Aston Villa – já até convocado para a seleção de Tite, de Danilo, também seleção, atualmente na Juventus da Itália, e de outros boleiros da região.

Como escrevi acima, só dando tempo ao tempo para saber como será o futuro do talento juiz-forano, agora integrante do time da Gávea. Mas a minha torcida, independentemente de clube, é para que o garoto arrebente. E que sua perspectiva profissional e pessoal seja a melhor possível.

Juliana Netto

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