A terceira temporada de “A Casa do Dragão” estreia neste domingo e promete colocar fogo, literalmente, na guerra pelo Trono de Ferro. Depois de duas temporadas preparando o terreno para a chamada Dança dos Dragões, a nova fase da série da HBO deve ampliar as batalhas, as disputas familiares e, claro, a presença das criaturas mais poderosas de Westeros.
E aqui já fica o aviso: este texto é escrito por alguém declaradamente Time Preto. Sim, a coluna é parcialmente parcial quando o assunto é Rhaenyra Targaryen. Brincadeiras à parte, a nova temporada chega em um momento decisivo para a personagem. Os trailers mostram Rhaenyra mais firme, mais estratégica e mais próxima de transformar sua reivindicação ao trono em ação direta.
Mas, em “A Casa do Dragão”, poder nunca vem sozinho. Ele vem acompanhado de fogo, sangue, alianças frágeis e traições que podem mudar o rumo da guerra. Por isso, antes da estreia, vale olhar para uma das perguntas mais importantes da temporada: quais dragões devem continuar na série e quais podem ganhar destaque nos novos episódios?
Syrax
Syrax é o dragão de Rhaenyra Targaryen e um dos símbolos mais fortes do Time Preto. Mesmo não sendo o maior ou mais agressivo dos dragões, sua presença está diretamente ligada à legitimidade da rainha. Syrax representa a linhagem, a herança e a conexão de Rhaenyra com a tradição Targaryen.


Na terceira temporada, a expectativa é que Syrax continue acompanhando a ascensão política da personagem. Se Rhaenyra está mais próxima do poder, seu dragão também deve ocupar um lugar visualmente importante nessa nova fase.
Caraxes
Caraxes, o dragão de Daemon Targaryen, é um dos mais marcantes da série. Com aparência alongada, pescoço sinuoso e presença quase ameaçadora, ele combina perfeitamente com a personalidade de seu cavaleiro: imprevisível, perigoso e difícil de controlar.


Na guerra, Caraxes é uma arma fundamental para os Pretos. A relação entre Daemon e seu dragão deve seguir como uma das forças mais importantes da temporada, especialmente agora que o conflito deixa de ser apenas político e passa a ser militar.
Vhagar
Do lado dos Verdes, Vhagar continua sendo a maior ameaça. Montada por Aemond Targaryen, ela é o dragão mais antigo e mais poderoso em atividade na série. Sua presença muda qualquer campo de batalha. Ela já é uma senhora, mas com a letalidade e tamanho que só o tempo oferece aos dragões!


Vhagar já provou que não é apenas um símbolo de poder, mas uma força de destruição. Para Rhaenyra e seus aliados, enfrentar Aemond significa também lidar com um dragão capaz de desequilibrar a guerra sozinho. Quem aí lembra que é ela a responsável pela morte de um dos filhos da Rhaenyra?
Sunfyre
Sunfyre é o dragão de Aegon II Targaryen. Depois dos acontecimentos da segunda temporada, seu estado é uma das grandes dúvidas para os novos episódios. Ainda assim, o vínculo entre Aegon e Sunfyre é um dos elementos mais importantes do lado Verde.


Mesmo ferido, Aegon continua sendo peça central na disputa pelo trono. E, em uma guerra Targaryen, nenhum dragão deve ser completamente ignorado. E quem conhece a história toda…sabe que ele não deve ser ignorado MESMO…
Vermax
Vermax é o dragão de Jacaerys Velaryon, filho de Rhaenyra. A criatura representa a nova geração dos Targaryen e Velaryon envolvida na guerra. Jace teve papel importante na articulação de alianças para os Pretos, e Vermax pode ganhar ainda mais relevância agora que o conflito entra em fase aberta. Com a Dança dos Dragões avançando, os jovens cavaleiros também passam a ocupar posições cada vez mais perigosas.


Moondancer
Moondancer é o dragão de Baela Targaryen. Ágil e menor que alguns dos grandes dragões da guerra, ele representa outro tipo de ameaça: velocidade, coragem e presença estratégica.
Baela vem ganhando espaço na série, e sua conexão com Moondancer pode se tornar ainda mais importante na terceira temporada, especialmente em um cenário em que cada dragão conta.
Seasmoke
Seasmoke ou FUMARESIA, é isso mesmo…ganhou novo destaque na segunda temporada ao escolher Addam de Hull como cavaleiro. Antes ligado a Laenor Velaryon, o dragão agora passa a integrar a força aérea dos Pretos em uma nova configuração.
A entrada de Addam muda o equilíbrio do conflito e reforça a estratégia de Rhaenyra de ampliar seu número de cavaleiros. Em uma guerra decidida pelo céu, Seasmoke pode ser peça decisiva.
Vermithor
Vermithor, também conhecido como Fúria de Bronze, é um dos dragões mais poderosos disponíveis para o Time Preto. Antigo dragão do rei Jaehaerys, ele foi reivindicado por Hugh Hammer, em um dos momentos mais importantes da segunda temporada.


Sua entrada na guerra muda o jogo. Vermithor não é apenas grande: ele carrega história, força e um peso simbólico enorme. Para Rhaenyra, ter um dragão como esse ao seu lado é uma vantagem gigantesca — mas também um risco, já que dragões e cavaleiros nem sempre obedecem ao roteiro esperado.
Silverwing
Silverwing, antiga dragão da rainha Alysanne, também retorna como uma peça importante para os Pretos. Reivindicada por Ulf, ela representa o outro lado da estratégia de Rhaenyra: encontrar novos cavaleiros capazes de montar dragões sem dono. Silverwing tem uma presença menos ameaçadora que Vermithor, mas sua importância é enorme. Cada novo dragão montado aumenta o poder militar de Rhaenyra e aproxima a guerra de uma escala ainda mais destrutiva.
Dreamfyre
Dreamfyre pertence a Helaena Targaryen, mas sua participação direta na guerra ainda é uma incógnita. A dragão existe dentro da estrutura dos Verdes, mas Helaena não tem sido apresentada como uma figura bélica. Ainda assim, em uma temporada marcada pela intensificação do conflito, Dreamfyre segue como uma presença que pode ganhar mais atenção, mesmo que sua cavaleira esteja emocionalmente distante da lógica de guerra.
Tessarion
Entre os dragões que devem ganhar destaque na terceira temporada, Tessarion é um dos nomes mais aguardados. Conhecida como Rainha Azul, ela é ligada a Daeron Targaryen, filho de Alicent e Viserys que ainda não havia aparecido de forma central na série. A chegada de Daeron e Tessarion pode fortalecer o lado Verde e abrir novas frentes de conflito. Se Vhagar é a grande ameaça já conhecida, Tessarion pode representar uma novidade importante na guerra que se aproxima.
Sheepstealer
Sheepstealer é um dos dragões selvagens mais comentados pelos fãs. Diferente dos dragões que já tiveram cavaleiros, ele viveu sem ser domado e tem fama de roubar ovelhas, como o próprio nome indica. A segunda temporada já deixou pistas sobre sua presença, e a terceira pode finalmente desenvolver melhor esse arco. Se Sheepstealer for reivindicado, isso pode mudar mais uma vez o equilíbrio entre Pretos e Verdes.
A dança dos dragões nunca esteve tão intensa
A terceira temporada de “A Casa do Dragão” deve deixar ainda mais evidente que a disputa pelo Trono de Ferro não é apenas uma guerra entre Rhaenyra e Aegon. É uma guerra entre linhagens, alianças, famílias e dragões. Cada criatura carrega uma história. Cada cavaleiro representa uma escolha política. E cada voo pode mudar o destino de Westeros.
Para o Time Preto, a vantagem numérica de dragões pode parecer um sinal de força. Mas em uma história escrita sob a lógica de George R. R. Martin, vantagem nunca é garantia de vitória. Muitas vezes, é justamente quando um personagem parece mais próximo do poder que a tragédia começa a se desenhar.
Para mim, a estreia da terceira temporada de “A Casa do Dragão” chega com aquele misto de empolgação e medo que só Westeros sabe provocar. É impossível não vibrar ao ver Rhaenyra Targaryen assumindo uma postura mais firme, especialmente para quem está do lado Preto da guerra. Mas também é impossível ignorar o que vem junto: destruição, traições, perdas e dragões transformando disputas políticas em ruínas.
A nova temporada estreia hoje, com novos episódios todo domingo, 22h na HBO MAX, e promete ampliar a escala da Dança dos Dragões e colocar essas criaturas no centro da narrativa. Se até agora a série mostrou o peso da herança Targaryen, a partir de agora ela deve mostrar o preço de tentar governar com fogo.
Então fica o aviso: escolha seu lado, prepare o coração e não se apegue demais. Quando os dragões dançam, ninguém atravessa a guerra sem se queimar.







