Painel 28-07-16

Por Paulo Cesar Magella

Fazendo contas

Com a aproximação do derradeiro prazo de convenções, os partidos estão fazendo contas para consolidar suas alianças. A questão já não é nem mais quem será vice, e sim as composições para eleger o maior número de vereadores, ou até mesmo um. Nas últimas horas, os dirigentes entraram e saíram de reuniões sem algo palpável, capaz de lhes autorizar dizer que tudo está acertado. Ao contrário, muitos estão dizendo a mesma coisa com os mesmos personagens, isto é, alguém está ficando fora sem saber. Nesse processo de idas e vindas, há espaço até para surpresas, inclusive desistências, pois algumas legendas sabem que, sem parceiros, não têm tempo de propaganda nem votos suficientes para alcançar o quociente eleitoral. E no pleito deste ano há um agravante: não basta conseguir o número de votos. O candidato potencialmente eleito precisa ter, no mínimo, 10% dos votos do quociente. Se o quociente for de 15 mil votos, mesmo que uma coligação consiga votos suficientes, o mais votado terá, necessariamente, que ter 1.500 votos ou mais. Caso contrário, está fora.

 

Tempo curto

As negociações devem ser concluídas no máximo até amanhã, uma vez que várias convenções estão previstas para este sábado, como as do PMDB, de Bruno Siqueira, e do PSB, de Wilson da Rezato. Na semana que vem, o ciclo se fecha, mas estes dois eventos já serão norteadores de acordos. O deputado Antônio Jorge Marques, principal liderança do PPS, considera que ainda hoje, ou no mais tardar amanhã, o processo em seu partido estará consolidado. A legenda aposta na candidatura do engenheiro Eduardo Lucas. Por conta de sua aproximação com Vítor Valverde, do PDT, ainda se espera que caminhem juntos.

 

Pode mudar

Mas nada tem garantias, por conta de acordos que estão sendo fechados em Belo Horizonte já visando às eleições estaduais de 2018. Muitas legendas pensam no longo prazo, mas recebem, em contrapartida, orientação para fazerem ou desfazerem acordos em suas bases. Por isso, o PR de Márcio Santiago ainda é uma incógnita. Nos últimos dias, evoluiu uma reaproximação com a candidatura de Noraldino Júnior, do PSC. Isso implica esvaziamento do quase acordo com o PCdoB capitaneado por Wadson Ribeiro. E aí fica a dúvida: sem parceiro, os comunistas vão manter a candidatura majoritária ou se articular para uma coligação na proporcional?

 

Amparo à mulher

O governador Fernando Pimentel sancionou ontem lei que dispõe sobre a política de atendimento à mulher vítima de violência, resultado de projeto de lei do deputado Cristiano Silveira (PT), aprovado pelo plenário no início do mês. A norma, já publicada no Diário Oficial, estabelece os objetivos gerais, bem como define as diretrizes que nortearão as ações a serem executadas, pelo Governo do Estado, de maneira intersetorial, integrada, sistemática e coordenada. Estabelece ainda que a coordenação e a implementação da política caberão a órgão ou comissão competente, garantindo-se, nesse último caso, a participação de representantes da sociedade civil. Prevê, ainda, a realização de fóruns estaduais e locais, com a participação dos órgãos públicos e de entidades da sociedade civil, para se debater a política e se elaborar o conjunto de ações e medidas adequadas à sua implementação.

Guilherme Arêas

Guilherme Arêas

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