Reforma de Zema tem semana decisiva

Por Paulo Cesar Magella

O governador Romeu Zema terá uma semana decisiva se a Assembleia colocar em votação o projeto de reforma administrativa. Como há um feriado no meio, nem sempre os deputados dão quórum para sessões, mas, a despeito disso, as conversas serão longas até a elaboração de um consenso. O Governo já admite manter a Escola de Saúde, mas ainda bate pé na questão da escola integral. De olho nas bases, nas quais os protestos são intensos, os deputados querem que esse tema seja retirado do projeto. As conversas envolvem lideranças políticas da Assembleia e setores do próprio Governo.

Interlocução política

Outro ponto que carece de negociação é a formatação do primeiro escalão. O governador vai reduzir drasticamente o número de secretarias, mas deve criar uma superestrutura na área da secretaria geral liderada pelo secretário Igor Mascarenhas Eto. A concentração de poderes numa só pessoa preocupa os parlamentares, que gostariam de ter outros interlocutores com poder de decisão para avaliar suas demandas. Hoje, boa parte das matérias envolvendo os políticos passa pela secretaria de Governo, liderada pelo ex-prefeito Custódio Mattos, que conhece bem o Legislativo por já ter sido deputado estadual. Se a interlocução mudar de agentes, a preocupação é a de que o diálogo não ocorra da mesma forma.

Paulo Cesar Magella

Paulo Cesar Magella

Sou da primeira geração da Tribuna, onde ingressei em 1981 - ano de fundação do jornal -, já tendo exercido as funções de editor de política, editor de economia, secretário de redação e, desde 1995, editor geral. Além de jornalista, sou bacharel em Direito e Filosofia. Também sou radialista. Meus hobbies são leitura, gastronomia - não como frango, pasmem - esportes (Flamengo até morrer), encontro com amigos, de preferência nos botequins.E-mail: [email protected] [email protected]

A Tribuna de Minas não se responsabiliza por este conteúdo e pelas informações sobre os produtos/serviços promovidos nesta publicação.

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade pelo seu conteúdo é exclusiva dos autores das mensagens. A Tribuna reserva-se o direito de excluir postagens que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros. Mensagens de conteúdo homofóbico, racista, xenofóbico e que propaguem discursos de ódio e/ou informações falsas também não serão toleradas. A infração reiterada da política de comunicação da Tribuna levará à exclusão permanente do responsável pelos comentários.



Leia também