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Coluna 26 07:00:00-10-2013

Por PAULO CÉSAR MAGELLA

HISTÓRIAS DA POLÍTICA

Num dia 26 de outubro, como esse, mas em 1976, Juiz de Fora viveu um momento de euforia com o desfile das máquinas que iriam fazer a terraplanagem do terreno para a construção da Siderúrgica Mendes Júnior – hoje ArcelorMittal -, no distrito de Dias Tavares. A Avenida Rio Branco parou para a passagem dos equipamentos, mas também para um comício da Arena, em frente ao Parque Halfeld, já que faltava menos de um mês para a eleição municipal que culminou com a eleição do professor Francisco Antônio de Mello Reis para prefeito. Com o presidente Ernesto Geisel no palanque, tendo ao lado o general Hugo Abreu (juiz-forano, chefe da Casa Militar e tio do então deputado Sílvio Abreu Júnior, que era do MDB), os discursos eram enfáticos na defesa dos candidatos do partido. Depois do evento, o presidente posou na sacada da Prefeitura cercado pelos candidatos Mello Reis e Osmar Surerus. Naquele tempo, havia sublegendas.

Coligações

A Aliança Renovadora Nacional apresentou três candidatos. Além de Mello e Surerus, o empresário do setor cartorial Valdir Bessa completava o trio arenista. O MDB indicou apenas dois nomes: Tarcísio Delgado e Sérgio Olavo Costa. Até hoje, alguns peemedebistas entendem que, se houvesse mais um candidato, a história poderia ter sido outra. Mello foi eleito por quatro anos, mas, com a proposta de coincidência do pleito, ganhou mais dois de prorrogação. Seu vice, José Natalino, renunciou, pois não concordava em ficar seis anos no cargo.

Pelo servidor

O prefeito Bruno Siqueira aproveitou a abertura do 1º Congresso da Federação Estadual dos Servidores Públicos Municipais de Minas Gerais (Feserp/MG), na noite da última quinta-feira, para apresentar um pedido formal aos dois deputados federais juiz-foranos presentes. Diante de plateia formada por sindicalistas e servidores de várias cidades do país, Bruno solicitou a Júlio Delgado e Margarida Salomão a apresentação de emendas destinadas a melhorias nas condições de trabalho dos funcionários públicos municipais, entre instalações e projetos específicos.

Candidatura

A maioria das legendas partidárias, se tiver candidato a deputado federal ou estadual, deverá fazer uma aposta única em Juiz de Fora, ficando a exceção do Partido dos Trabalhadores. Os vereadores Wanderson Castelar e Roberto Cupolillo ainda não chegaram a um acordo sobre quem vai para o pleito. De tendências distintas, podem, inclusive, ir para a disputa, mesmo sabendo dos riscos de dividir eleitores. Betão, por enquanto, tem como prioridade o PED, mas Castelar tem dito que agora é sua vez e que não abre mão de disputar.

Ato falho

A reunião da Câmara se desenvolvia sob a polêmica do asfaltamento, uma vez que alguns vereadores estariam se beneficiando das obras mediante informações prévias, quando Chico Evangelista, recém-filiado ao PROS, avisou que não via problema em discussões de tal ordem. E, num ato falho, advertiu que, quando for presidente da Câmara, não haverá qualquer impedimento. A sucessão de Julio Gasparette, no entanto, vai levar um bom tempo, já que ele tem mandato até 31 de dezembro de 2014.

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