No café de fim de ano com jornalistas que fazem a cobertura no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff sinalizou que, a despeito de todas as especulações, não irá fazer a tão propalada reforma do primeiro escalão. Mas pode ter sido apenas um blefe, pois, mesmo não mexendo no time no primeiro mês do ano, inevitavelmente deverá fazê-lo até o carnaval. São várias as razões, que vão desde o inconformismo com a incompetência de alguns ministros até problemas de ocupação de espaços. O PMDB, principal aliado, tem sérias críticas sobre os cargos que lhe foram reservados, entendendo que, pelo tamanho da bancada e pela fidelidade, deveria receber postos mais expressivos, como o Ministério das Cidades. Depois dos escândalos nos Transportes, a pasta, antes cobiçada, saiu da relação dos preferidos dos partidos.
Pela campanha
Em Juiz de Fora, o prefeito Custódio Mattos não programou nenhuma alteração no primeiro escalão, mas deverá mudar em função da campanha eleitoral do ano que vem. A secretária de Atividades Urbanas, Sueli Reis, deve se afastar para disputar uma vaga na Câmara. O mesmo deve ocorrer com Aristóteles Farias, da Agenda Juiz de Fora, e Eduardo César Schröder, do Procon. As vagas podem até ser preenchidas por eventuais aliados políticos, mas tudo dependerá das conversas que ainda estão em curso.
Anteciparam
Com o carnaval na segunda quinzena de fevereiro, as expectativas são de que o debate político só ganhe força a partir de março. No entanto, nada impede que as articulações já se acentuem. Os fatos de fim de ano são autoexplicativos: o PMDB fez reunião de confraternização, mas praticamente bateu o martelo em torno da candidatura a prefeito do deputado Bruno Siqueira. O Partido dos Trabalhadores quebrou uma tradição de dissidências e fez discurso unificado em torno da professora Margarida Salomão, também de olho na Prefeitura.
Com aliados
O Executivo também se movimenta. Entre as várias comemorações de fim de ano, o prefeito Custódio Mattos se reuniu com representantes de 13 partidos. Independentemente de seu tamanho, são significativos, não só na contagem de tempo na televisão, mas também no garimpo de votos. Além disso, Custódio tem dito que haverá surpresas em 2012. Ele tem consciência das dificuldades e conhece até mesmo o discurso dos adversários sobre a mobilidade urbana na fase inicial das campanhas. Garante que tem antídoto para isso.
Pela cidadania
No Legislativo, os vereadores ampliam o trabalho de campo, e não passou despercebida a compra de um veículo para incrementar o projeto Expresso Câmara, que leva para os bairros os serviços do Centro de Atenção ao Cidadão. Mesmo eivado de boas intenções, os concorrentes dos atuais vereadores veem na iniciativa um projeto político de proselitismo eleitoral. Na conta dos especialistas, a renovação deve seguir a tendência de outros anos, situando-se na faixa de 10% a 20% das atuais bancadas.





