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Só no ano que vem

Por Guilherme Arêas

A combinação da crise econômica com a mudança nos prazos de filiação refletiu também nos institutos de pesquisa. Boa parte deles já tinha serviços encomendados que foram suspensos – e até mesmo cancelados – ante esse novo cenário. Como as filiações poderão ficar abertas até abril de 2016, os políticos não encontram sentido em antecipar seus gastos para avaliação da própria performance e dos adversários. Ademais, como o dinheiro está curto, preferem deixar esse tipo de gasto para mais próximo do pleito. Mas há consenso sobre a importância das pesquisas, sobretudo numa eleição atípica. Será o primeiro pleito sem financiamento privado de campanha, o que vai obrigar os candidatos a adotarem novas estratégias e criatividade. E isso só é possível quando há dados disponíveis para a tomada de decisões.

Guilherme Arêas

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