PODE OU NÃO?
O Senado sabatina, provavelmente, ainda esta semana, o ministro Teori Zavascki, indicado pela presidente Dilma Rousseff para a vaga de Cezar Peluso, que se aposentou no início do mês. A discussão que se segue é em torno de sua participação no julgamento do mensalão. Ele pode recusar, dizendo que não está ciente dos fatos, mas uma corrente entende que pode pedir vistas, jogando a definição do destino dos réus para depois das eleições. Mas o próprio ministro teria dificuldades nesse argumento, já que, ao pedir vistas, estaria assumindo não ter conhecimento do processo, podendo, então, ficar fora sem qualquer risco. O julgamento está dando nos nervos de lideranças políticas em função da campanha municipal, principalmente das capitais, onde o discurso tem sido mais político do que administrativo. Com as condenações já em curso e com o núcleo político sendo exposto na reta final da campanha, o temor é a repercussão nas urnas. Por isso, se o julgamento fosse adiado haveria menos impacto.
Condenados
A preocupação se acentuou porque até o revisor do processo, Ricardo Lewandowski, está condenando réus de visibilidade nacional. Ontem ele votou pela condenação do deputado federal Valdemar Costa Neto (PR-SP) pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O relator, ministro Joaquim Barbosa, já havia votado nesta mesma direção. Resta ainda contra Valdemar a acusação de formação de quadrilha, mas esse tema ainda não foi analisado pelo revisor, o que vai ocorrer numa outra etapa.
Nova data
A Câmara Municipal remarcou para hoje a audiência pública pedida pelo vereador Francisco Canalli (PMDB), que trataria dos problemas enfrentados pelos músicos da cidade, prevista para ontem. O próprio autor pediu a transferência, mas não deu detalhes do pedido. A reunião vai discutir, entre outros pontos, o impedimento de músicos de tocar em diversas casas noturnas de Juiz de Fora devido ao rigor da fiscalização e à falta de aferição de áudio para liberação da documentação dos estabelecimentos comerciais que trabalham com música ao vivo.
Agenda cheia
Os vereadores estão com suas agendas apertadas, pois, além de cumprirem a pauta das audiências, têm as reuniões ordinárias. Como a campanha eleitoral chega à sua fase mais crítica, os eventos têm sido rápidos para facilitar o trabalho de campo dos parlamentares. Nestas duas semanas, as ações serão intensas, já que os candidatos sem mandato estão com espaço livre para buscar o voto dos eleitores. O ciclo de reuniões deve terminar ainda esta semana, mas, aí, só faltarão oito dias para as eleições.
Jogo bruto
Na campanha eleitoral dos Estados Unidos, a cortesia saiu de cena, embora muitos considerem Democratas e Republicanos praticamente iguais em seus ideais. Horas depois de a secretária de Estado, Hilary Clinton, fazer discurso defendendo taxação dos mais ricos, o próprio presidente Barack Obama que, como poucos, usa as redes sociais, postou, ontem, que seu adversário Mitt Romney não deveria pagar tributos tão baixos. Aqui no Brasil, é costume dos candidatos não citar o nome do adversário por orientação dos marqueteiros. Nos EUA, onde a propaganda é paga, vale tudo.





