Painel 25-02-16

Por Paulo Cesar Magella

Tensão na tropa

O governador Fernando Pimentel tem que apagar um incêndio na Polícia Militar, provocado pelo seu secretário de Planejamento, Helvécio Magalhães. Na última terça-feira, quando anunciava os cortes no orçamento do estado, ele disse, em entrevista, que a segurança pública não estava comprometida, mas avisou que a Fazenda iria avançar sobre a Previdência dos Militares. Foi a conta. A reação na tropa foi a pior possível, obrigando o próprio comandante-geral da PM, coronel Marco Antônio Bianchini, a se manifestar. Em nota, cuja circulação foi imediata nas diversas instâncias da PM, ele disse que não aceita qualquer intervenção no caixa da Previdência, “pois é uma conquista de longa data e que não se trata de dinheiro do estado”. O comandante também lamentou que a decisão tenha sido tomada sem que ele fosse ouvido, sendo surpreendido pela imprensa. Bianchini disse que aposta no bom senso do governador em resolver o impasse. Ontem, Helvécio foi convidado a dar explicações na Assembleia.

 

Só atrasou

O deputado Lafayette Andrada, que já foi secretário de estado da Defesa Social, disse que Magalhães agiu com extrema inabilidade. “Ele não pode tirar dinheiro da Previdência dos Militares de forma alguma. O que poderia ter sido feito, mesmo assim previamente discutido, era reduzir, temporariamente, os repasses da parte do estado. Agora, tirar é declarar guerra, e não há sustentação legal.” O parlamentar lembrou que na gestão tucana o estado chegou a atrasar sua cota, mas “isso foi intensamente discutido” com os militares e, mesmo assim, foi só por um tempo, sem mexer no caixa da instituição.

 

Só falta assinar

Lafayette, aliás, passou o dia em Brasília e selou sua adesão ao PSD. Acompanhado do presidente do diretório estadual, Diego Andrade, ele foi recebido pelo ministro Gilberto Kassab, principal liderança da legenda, e pelo presidente do diretório nacional, Guilherme Campos, quando discutiu o seu interesse em se filiar. Kassab deu respaldo e ainda manifestou interesse em vir a Juiz de Fora, o que deve ocorrer em abril. Segundo Lafayette, a meta é ter candidatura própria em vários municípios, mas garantiu que não chegou a tratar da questão de Juiz de Fora. Resta, agora, só definir a data em que vai assinar a ficha.

 

Tribuna Livre

O arcebispo metropolitano dom Gil Antônio Moreira vai ocupar a Tribuna Livre da Câmara Municipal – antes da reunião ordinária – para tratar da Campanha da Fraternidade de 2016, que este ano discutirá o tema “Casa comum, nossa responsabilidade” e o lema “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca”. A proposta está em sintonia com a encíclica “Laudato Si”, do Papa Francisco. A Campanha da Fraternidade pretende chamar a atenção para a questão do saneamento básico. A Tribuna Livre foi criada em 1989, por sugestão do então vereador Natanael Elói do Amaral, do Partido dos Trabalhadores, para estreitar a relação entre os vereadores e a comunidade.

Guilherme Arêas

Guilherme Arêas

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