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Coluna 24 07:00:00-09-2013

Por PAULO CÉSAR MAGELLA

BASTIDORES POLÍTICOS

O senador Aécio Neves já projetou a definição do candidato ao Governo pelo seu grupo político para novembro ou até mesmo para o início do ano que vem, mas as discussões correm soltas nos bastidores, pois, qualquer que seja a decisão, vai precisar de contenção de danos. Uma das situações é a do vice-governador Alberto Pinto Coelho, que está no páreo para ser o escolhido, mas tem poucas chances não só por conta de seu perfil mas também por ser de outra legenda. O que seria feito dele? Uma das alternativas é deixá-lo à frente do Governo por pelo menos seis meses, mas tudo vai depender de o governador Antonio Anastasia topar disputar o Senado, como é desejo do próprio Aécio, e sair em abril. Ele resiste à ideia sob o argumento de não ter perfil para o Legislativo. Mas deve ser convencido a ir para as urnas. Neste caso, resolve-se a situação do vice e cria-se, inclusive, um espaço de negociação com eventuais aliados, já que, se Aécio vencer as eleições, Anastasia sequer toma posse como senador, sendo, de imediato, convocado para o ministério.

Bom negócio

Por conta dessas possibilidades, ser suplente de senador na chapa de Anastasia é um bom negócio. Em 1978, quando o MDB discutia a formação de chapas, o empresário Alfredo Campos Mello, até então desconhecido da cena estadual, se articulou dentro da convenção e foi o primeiro suplente. Quatro anos depois, com a eleição de Tancredo para o Governo de Minas, ele tornou-se senador. Por isso, a chapa pode ser um espaço de negociação até mesmo com aliados, como o PSB, que já se convenceu de que o prefeito Marcio Lacerda não vai deixar o cargo para disputar a vaga de Anastasia.

Pela aliança

Um dos nomes possíveis pode até ser o do deputado Júlio Delgado. Embora o PSB deva ter candidato próprio à Presidência, com o governador Eduardo Campos, e o PSDB com Aécio, os dois partidos podem até caminhar juntos na sucessão estadual. Sem Lacerda, os socialistas não teriam um nome de peso, devendo, então, fazer acordo para o Senado ou vice. Júlio, hoje, é presidente do diretório estadual e tem espaço junto ao senador Aécio Neves, o que facilitaria possíveis entendimentos. Tudo, no entanto, está no campo das especulações, algo que não falta nos bastidores de Belo Horizonte.

Pelo idoso

Em 2060, haverá mais de cinco milhões de brasileiros com mais de 90 anos de idade, segundo projeções apresentadas ontem na cidade pelo vereador Mário Covas Neto, da Comissão do Idoso de São Paulo, durante encontro realizado na Câmara de Juiz de Fora, no qual foi criado o Fórum Permanente de Defesa do Idoso das Câmaras Municipais. O evento reuniu representantes de seis capitais brasileiras, que vieram à cidade a convite da comissão municipal. O primeiro passo foi o agendamento de audiência com a presidente Dilma Rousseff para a apresentação das reivindicações do grupo.

Maternidade

O senador Clésio Andrade encaminhou correspondência ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pleiteando a liberação urgente de recursos da ordem de R$ 270 mil para aquisição de equipamentos para o Hospital Maternidade Therezinha de Jesus. Ele aponta a necessidade de instalações essenciais de pronto atendimento médico e atenção básica de saúde para o hospital que atende não apenas Juiz de Fora mas também pacientes da Zona da Mata. Sem os recursos, a região perde, sobretudo no atendimento de urgência de especialidades que carecem de investimentos.

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