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Coluna 24 07:00:00-07-2012

Por PAULO CÉSAR MAGELLA

PELO INTERIOR

Eleições em cidades de menor porte são marcadas pelo a favor ou contra, sendo que, em algumas regiões, os grupos têm até denominação para marcar a diferença. Essa dicotomia afeta até mesmo as composições partidárias. O deputado Marcus Pestana, presidente estadual do PSDB, e o presidente do PPS, Antônio Jorge Marques, foram acusados de ter subido no palanque da coligação PMDB/DEM em Santa Rita do Jacutinga, embora o PSDB tenha candidato próprio a prefeito, Marco Antônio Osório de Oliveira. De acordo com o vereador Luiz Fernando do Vale, houve indignação com a infidelidade partidária. Pestana respondeu, argumentando que recebeu apoio do candidato do PMDB/DEM nas últimas eleições, enquanto seus correligionários do município apoiaram o Partido Verde (PV). Explicou que não adotou qualquer intervenção, porque os deputados do PV também fazem parte da base do governador Antonio Anastasia, mas seu grupo político no município é outro. Em momento algum, pensou-se em intervenção por entendermos que a escolha é democrática, mas, no interior, não há o viés partidário das grandes e médias cidades, o que nos leva a todos a defender a reforma, a fim de acabar com essa herança dos tempos de UDN e PSD, enfatizou.

Julgamentos

Além da candidatura de Marcos Aurélio Paschoalin, que teve ontem sentença rejeitando sua candidatura, a Justiça Eleitoral deverá julgar ainda esta semana os processos envolvendo os políticos que tiveram suas candidaturas questionadas pelo Ministério Público. Nessa lista, estão o ex-prefeito Alberto Bejani e o ex-presidente da Câmara Vicente de Paula Oliveira, mas somente o caso do primeiro é que deverá ter sentença até amanhã. Vicentão só foi notificado ontem, tendo prazo para apresentar sua defesa, o que vai adiar a definição dos rumos de sua candidatura.

Participação

Os prefeitos, já preocupados com a campanha eleitoral, na qual muitos deles disputarão a reeleição, estão com um problema adicional: a falta de recursos. Um levantamento apresentado pela Confederação Nacional dos Municípios apontou uma redução de 35,85% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em relação ao mês passado. Hoje, o FPM é a principal fonte de recursos de 70% das prefeituras, especialmente as de menor porte, que não têm outra fonte de arrecadação. No total, as cidades mineiras estão deixando de receber mais de R$ 250 milhões.

Sujeira, não

Quem visita a página do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) encontra a proposta de uma campanha eleitoral sem sujeira, desenvolvida em parceria com Cemig, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar. Sujeira não é legal tem como principal objetivo valorizar atitudes positivas para o processo eleitoral. A intenção é mostrar a Justiça Eleitoral sob um novo prisma, diz o lema da campanha. O TRE está atento, sobretudo, aos exageros que podem até mesmo comprometer a segurança, como equipamentos colocados perto de redes de energia.

Pela rede

O que os analistas diziam, há algum tempo, só agora ganha confirmação no Congresso. Políticos ouvidos pela Agência Brasil admitiram que mudaram sua forma de agir com o incremento das redes sociais, pois têm mais facilidade de contato com os eleitores. Um dos entrevistados, o senador Agripino Maia, presidente do DEM, já é veterano, sendo usuário contumaz do Twitter, mas outros só agora estão se adaptando à ferramenta. Nas eleições municipais de 2008, já houve ações com uso da rede, mas os próprios analistas avisaram que era apenas um ensaio para o pleito deste ano.

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