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Cidinha Louzada relata a experiência dos Países Baixos com alagamentos

Cidinha Louzada liderou grupo de secretários que foi à Holanda conhecer as experiências do país

Por Paulo Cesar Magella

De volta da viagem à Holanda, onde foi conhecer experiências de enfrentamento a alagamentos – por ser um país abaixo do nível do mar -, a secretária municipal de Desenvolvimento Urbano com Participação Popular, Cidinha Louzada, fez um balanço do que foi aprendido e destacou que a grande diferença está no planejamento de longo prazo e na governança. “Lá, o planejamento não se limita a mandatos políticos: ele atravessa gestões e se mantém como uma política de Estado. A governança das águas, por exemplo, é tratada como prioridade absoluta, acima de interesses partidários ou de mudanças de governo. Existe uma estrutura institucional estável que garante continuidade às ações e aos investimentos.”

Consciência e planejamento para enfrentar os problemas

Os Países Baixos – nome oficial da Holanda – têm expertise quando se trata de alagamentos, pois convivem com o risco de forma consciente e planejada. “Trata-se de um país que reconhece sua condição de vulnerabilidade – especialmente em relação à água – e, a partir disso, desenvolveu uma cultura sólida de gestão e adaptação”, destaca Cidinha.

Obras de infraestrutura e prevenção não são projetos de curto prazo

A secretária defende uma mudança de mentalidade. “É preciso entender que obras de infraestrutura e prevenção não são projetos de curto prazo – não pertencem a um governo específico, mas a uma visão contínua de desenvolvimento e proteção. Os investimentos devem ser planejados com horizonte de longo prazo, independentemente de ciclos eleitorais. No contexto atual, muitos dos investimentos em andamento contam com apoio do governo federal, mas existem diferentes modelos possíveis de financiamento. O essencial é que qualquer gestão pública compreenda que cidades em situação de risco exigem compromisso permanente e integrado.”

Envolvimento coletivo independente dos governos

Na sua avaliação, e com base no que foi visto na Holanda, uma cidade de risco não pode ser tratada apenas pelo Poder Executivo. “Ela precisa ser cuidada por todos: governos em diferentes níveis, instituições e a própria sociedade. Essa responsabilidade coletiva exige união e alinhamento acima de posicionamentos políticos, partidários ou ideológicos. No caso de Juiz de Fora, estamos falando de uma cidade com risco geológico real. Reconhecer essa condição é o primeiro passo para agir de forma eficaz. Precisamos trabalhar com planejamento, responsabilidade e visão de futuro para saber como lidar com esses desafios”, finalizou.

 

Paulo Cesar Magella

Paulo Cesar Magella

Sou da primeira geração da Tribuna, onde ingressei em 1981 - ano de fundação do jornal -, já tendo exercido as funções de editor de política, editor de economia, secretário de redação e, desde 1995, editor geral. Além de jornalista, sou bacharel em Direito e Filosofia. Também sou radialista. Meus hobbies são leitura, gastronomia - não como frango, pasmem - esportes (Flamengo até morrer), encontro com amigos, de preferência nos botequins.E-mail: [email protected] [email protected]

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