Dilema tucano
As próximas duas semanas serão emblemáticas para o PSDB. O partido não se definiu pela candidatura própria e ainda espera definições para saber se irá ingressar ou não em alguma coligação em que seja parte da cabeça de chapa. Os tucanos esperam a palavra final do advogado Vítor Valverde, que prometeu uma resposta até meados de março, mas as apostas são de que, a despeito de toda a movimentação, ele acabe optando por continuar na Secretaria de Governo da Prefeitura de Belo Horizonte. Hoje, ele é o mais forte assessor do prefeito Marcio Lacerda e pode fazer parte de seu projeto de disputar o Governo de Minas em 2018. Vítor teria todas as aptidões para ser um dos coordenadores da campanha. Se ele não topar, a situação se complica, pois o partido não tem nenhum nome próprio disposto a ir para o palanque. Há quem garanta que o ex-prefeito Custódio Mattos ainda vai ser pressionado pelo senador Aécio Neves, embora não esteja disposto a voltar à disputa. O deputado Antônio Jorge já disse que, se depender dele, está fora, mas não recusa missão.
Lista de espera
Num cenário desse, o PSDB pode avaliar outros caminhos, alguns deles até inesperados, mas que só serão considerados após a posição de Valverde. Como nem todas as decisões são tomadas nas bases, mas nas cúpulas, somente após a manifestação destas é que poderão ser discutidos novos acordos. Alguns deles dependem até da postura de adversários. PT e PMDB são aliados nas instâncias federal e estadual, mas têm planos iniciais de caminhar separadamente nos municípios. Em Juiz de Fora, o prefeito peemedebista Bruno Siqueira deve enfrentar a petista Margarida Salomão, o que pode ser a fonte de outras alianças.
Pelo idoso
Durante o Seminário sobre Quedas, que fará parte da Semana do Idoso, um dado preocupante será apresentado. Ele revela que aproximadamente 28% a 35% das pessoas com mais de 65 anos de idade sofrem quedas a cada ano, subindo essa proporção para 32% a 42% para as pessoas com mais de 70 anos. A frequência das quedas aumenta com a idade e o nível de fragilidade. Idosos que vivem em casas de repouso caem com maior frequência do que os que vivem na comunidade. Aproximadamente 30% a 50% das pessoas que vivem institucionalizadas sofrem quedas, a cada ano, e 40% delas experimentam quedas recorrentes.






