TERRITÓRIO POLÍTICO
Embora alguns vereadores já andem reclamando da ação de secretários municipais em seu território, ainda está valendo – pelo menos por enquanto – um certo respeito pelo espaço alheio entre os vereadores. No território livre das redes sociais, o internauta Thiago Chaves postou no Facebook uma mensagem dizendo que, no dia em que ocorreu uma enchente no Bairro Industrial, ele passou o dia inteiro pedindo ajuda das autoridades pela internet. Segundo ele, o pedido chamou a atenção apenas dos vereadores Wanderson Castelar (PT) e José Laerte (PSDB), que disseram que eu poderia me decepcionar, pois um vereador eleito não é garantia de que trabalhará para o bairro. Teriam lembrado ainda que a região é coordenada pelo vereador Chico Evangelista, o que, de uma certa forma, impedia que fizessem pedidos pelo bairro. O leitor contesta, mas esse discurso de não intervenção é uma tônica entre os políticos. Até certo ponto, é fato, pois com o acirramento da campanha eleitoral, tal regra costuma sair de cena para dar espaço ao chamado salve-se quem puder, inclusive dentro das próprias legendas.
Risco ao lado
Na elaboração das chapas, os partidos buscam os melhores quadros, mas também acolhem candidatos de menor expressão para obter legenda suficiente para a Câmara. Trata-se de uma fase em que todos atuam em conjunto, pois quanto mais votos conseguem, mais cadeiras são obtidas na Câmara. Mas, na hora do palanque, o adversário passa a ser o colega ao lado, além, é claro, do representante de outros partidos. A conciliação acontece quando há uma cabeça de chapa para o Executivo, que afina o discurso. Quando isso não ocorre, é cada um por si.
Carnaval 2012
Faltando somente um mês para o carnaval, a empresa selecionada por meio de licitação para montagem da Passarela do Samba, na Avenida Brasil, desistiu do trabalho. A segunda colocada no certame também optou por não executar o serviço. Dessa forma, nesta semana, a Funalfa deverá fazer contratação emergencial de uma empresa para garantir que a estrutura de arquibancadas, mesas e camarotes esteja pronta em tempo hábil para os desfiles das escolas de samba na Avenida Brasil.
Em silêncio
Enquanto no PMDB são reforçadas as discussões para elaboração de um plano de Governo, peça de sustentação da eventual campanha a prefeito do deputado Bruno Siqueira, chama a atenção o silêncio do deputado Júlio Delgado (PSB). Até meados do ano passado, ele garantia a qualquer interlocutor que iria disputar a sucessão municipal de qualquer jeito, pois não poderia esperar mais uma eleição sob o risco de perder a oportunidade. O parlamentar, inclusive, já teria dito a lideranças tucanas em Brasília, leia-se Aécio Neves, que seu projeto está mantido.
Articulação
O PSB de Júlio Delgado tem dois aspectos a considerar. Na instância federal, é aliado do governo petista da presidente Dilma, mas no estado, especialmente em Belo Horizonte, sua articulação é com o PSDB. Júlio é um dos interlocutores do senador Aécio Neves, que já avisou que seu apoio no primeiro turno será para o prefeito Custódio Mattos. Como na maioria das cidades de grande e de médio porte, o pleito de outubro estará indexado a interesses de 2014 e haverá sempre a possibilidade acordos inesperados e de desistências não programadas.





