Ouça agora

Atenção para o quociente eleitoral e a cláusula de barreira

Partidos fazem conta e avaliam ações para superar a cláusula de barreira e bons índices para o quociente eleitoral

Por Paulo Cesar Magella

Com uma semana de campanha, embora ainda falte a propaganda no rádio e na TV, que começa no dia 28, os partidos aceleram suas ações e, ao mesmo tempo, fazem contas para avaliar o tamanho de suas futuras bancadas. Em 2022, o quociente eleitoral em Minas foi de 210.964 votos para deputado federal e 143.852 votos para deputado estadual. As contas preliminares para este ano apontam uma elevação nos números: entre 215 mil e 221 mil para deputado federal, e entre 148 mil e 153 mil para deputado estadual.

Desempenho do Novo foi a motivação de Zema

Um dos dados mais relevantes, porém, é a cláusula de barreira. No pleito passado, o percentual mínimo era de 2% dos votos válidos nacionais para deputado federal (com ao menos 1% em nove estados) ou a eleição de 11 deputados federais distribuídos em nove UFs. Agora, a exigência sobe para 2,5% dos votos válidos (com mínimo de 1,5% em nove estados) ou 13 deputados federais eleitos. Por conta disso, os partidos estão investindo também em candidaturas majoritárias para superar a meta. No pleito de 2022, o Novo não alcançou a cláusula e ficou sem tempo de TV e sem os repasses do fundo eleitoral. Uma candidatura presidencial forte ajuda a puxar votos para a legenda em todo o país, o que facilita superar a barreira – e esta seria uma das motivações do ex-governador Romeu Zema para disputar a Presidência e manter-se na corrida até o fim, a despeito de ainda estar na casa de um dígito nas pesquisas de intenção de votos.

Opção de Zema comprometeu alianças de Mateus

O ex-governador chegou a ser questionado sobre o seu projeto, uma vez que, na fase inicial das articulações, foi um dos impeditivos de uma aliança entre o governador Mateus Simões e o senador Flávio Bolsonaro. Este último acabou optando pelo ex-presidente da Fiemg Flávio Roscoe – sobretudo após o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) dar sinais trocados sobre sua candidatura.

Aliança estratégica vira o jogo para o governador

O governador Mateus Simões, na reta final dos prazos, conseguiu reverter os danos ao se aliar à federação União Brasil Progressistas. Além disso, para ter tempo de TV e recursos de campanha, filiou-se ao PSD de Gilberto Kassab, embora mantivesse seu apoio à candidatura de Romeu Zema à Presidência.

 

Paulo Cesar Magella

Paulo Cesar Magella

Sou da primeira geração da Tribuna, onde ingressei em 1981 - ano de fundação do jornal -, já tendo exercido as funções de editor de política, editor de economia, secretário de redação e, desde 1995, editor geral. Além de jornalista, sou bacharel em Direito e Filosofia. Também sou radialista. Meus hobbies são leitura, gastronomia - não como frango, pasmem - esportes (Flamengo até morrer), encontro com amigos, de preferência nos botequins.E-mail: [email protected] [email protected]

A Tribuna de Minas não se responsabiliza por este conteúdo e pelas informações sobre os produtos/serviços promovidos nesta publicação.

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade pelo seu conteúdo é exclusiva dos autores das mensagens. A Tribuna reserva-se o direito de excluir postagens que contenham insultos e ameaças a seus jornalistas, bem como xingamentos, injúrias e agressões a terceiros. Mensagens de conteúdo homofóbico, racista, xenofóbico e que propaguem discursos de ódio e/ou informações falsas também não serão toleradas. A infração reiterada da política de comunicação da Tribuna levará à exclusão permanente do responsável pelos comentários.



Leia também