Em entrevista ao programa Café com Política da “FM O Tempo”, de Belo Horizonte, o governador Romeu Zema disse que o ex-secretário de Governo Igor Eto deixou o cargo por conta própria, por sentir-se desgastado numa pasta de grandes exigências, já que todas as demandas passam por ela. “Tem gente que fala que é o cargo fusível, ou seja, para não queimar o sistema elétrico todo, queima aquele cargo ali. E faz sentido. Tudo passa por ele. Então, ele é o que mais sofre desgaste. Ele (Eto) falou ‘antes que esse fusível estoure, deixa eu sair. Vamos colocar um fusível novo que esse já desgastou.'”
Coincidentemente, esse foi o mesmo argumento apresentado pelo ex-prefeito Custódio Mattos, que antecedeu Eto no cargo, ainda no primeiro mandato de Romeu Zema. Convidado pelo próprio governador – embora sequer o conhecesse pessoalmente -, Custódio ficou no posto por nove meses, quando também saiu, por ter a mesma sensação que levou seu sucessor a pedir as contas. Em entrevista à JFTV, da Câmara Municipal, Custódio usou a expressão, fusível, para falar de sua saída.
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