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Coluna 15 23:00:00-08-2013

Por PAULO CÉSAR MAGELLA

FINANCIAMENTO PÚBLICO

O financiamento público de campanha, que já foi discutido nas diversas comissões que trataram da reforma política, sem, no entanto, sair do papel, voltou à agenda do Congresso ontem. A Ordem dos Advogados do Brasil e a União Nacional dos Estudantes defenderam a sua adoção, em audiência pública promovida pelo grupo de trabalho instalado na Câmara, que discute, com um prazo apertado de 30 dias, a reforma na legislação. O argumento da UNE e da OAB é o mesmo: o financiamento público ajudaria a reduzir a força do poder econômico no processo eleitoral. Defendemos o financiamento público de campanha porque, de fato, empresa não vota. O titular do voto é o cidadão. É fundamental debater o sistema de financiamento, ressaltou o diretor da UNE, Thiago José Aguiar da Silva, segundo a Agência Brasil. E acrescentou: sabemos que empresas não fazem doação, mas investimento. Há uma certa amarração do poder político pelo poder econômico, acrescentou. Para o presidente da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, a doação de empresas é inconstitucional. Ele ainda citou pesquisa encomendada pela instituição em que 78% dos entrevistados se manifestaram contrariamente às doações de pessoas jurídicas.

Proposta

O prefeito Bruno Siqueira se reuniu na noite de ontem com a diretoria da Agência de Desenvolvimento de Juiz de Fora, quando fez um balanço da situação atual da Prefeitura, e adiantou projetos e propostas para os próximos anos. O prefeito sugeriu a realização, em parceria com a entidade, de um grande evento na cidade, com a presença de empresários de outras cidades do estado e do país como forma de transmitir conhecimento, estreitar laços e fomentar negócios no município. A proposta foi aprovada pelos presentes, que ainda entregaram ao chefe do Executivo um documento com indicações de ações pelo desenvolvimento da cidade.

Extraordinária

Deve ser lida na Câmara mensagem do Executivo pedindo autorização para a Cesama realizar empréstimo de R$ 41,5 milhões, junto à Caixa Econômica Federal, para execução de obras para ampliação do sistema de abastecimento de água em vários pontos da cidade. A preocupação dos membros da base do Governo não é com a mensagem em si, pois os recursos são para obras de interesse público, mas com o rito, já que o documento foi apresentado em regime de urgência. Recentemente, matéria com os mesmos prazos deu munição à oposição e incomodou os aliados.

Incentivo

A Fundação Museu Mariano Procópio e MRS assinam convênio na segunda-feira tratando de repasse da ordem de R$ 1 milhão, para obras de melhoria no Museu Mariano Procópio. A empresa, com base na Lei Rouanet, fará três repasses. O primeiro, ainda este ano, de R$ 300 mil, e os outros dois – num total de R$ 700 mil -, no ano que vem. O diretor-presidente do Museu, Douglas Fasolato, tem dito que espera que a parceria com a MRS deve servir também de incentivo para outros segmentos da iniciativa privada fazerem o mesmo.

Pelo mandato

O vereador Wanderson Castelar promove amanhã uma experiência pouco comum na vida pública. Fará, na própria Câmara, a partir de 14h30, um Fórum de Debates do mandato. A meta é avaliar as principais iniciativas de janeiro a agosto e lançar a campanha Faça cumprir, exigindo o cumprimento das leis aprovadas na atual legislatura. O próprio Castelar deverá fazer uma análise do Plano Plurianual, enquanto o jornalista Jorge Sanglard deverá submeter aos participantes o relatório que trata da violência em Juiz de Fora e da reabertura do Museu Mariano Procópio.

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